sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estudo Completo do livro de Neemias  

     

                                                                         Estudo feito pelo Irmão Acyr


"...e a casa de ORAÇÃO mais pareça uma casa de DIVERSÃO...'' 

Capítulo 1 

Este livro de Neemias é o que nos mostra o povo de Deus pela última vez no velho testamento, por isso sua grande importância para nós que vivemos os últimos dias da Igreja sobre a terra.

Malaquias foi contemporâneo de Neemias. O provável ano em que Esdras vai para Jerusalém é 457a.C. Neemias tem seu tempo provável de 444 a 425 a.C. desta forma, apesar de ambos terem ido para Jerusalém com uma diferença de dez anos, é provável que tenham trabalhado juntos por algum tempo, como veremos no capítulo 8 de Neemias em que Esdras lê o livro da lei. Algo importante a se realçar neste livro é: Qual é a grande característica moral de Neemias se não o senso do estado de RUÍNA em que se encontrava O POVO DE DEUS? Neemias possuía profunda convicção acerca do PECADO que os havia levado ao estado de cativeiro, conhecia bem os desígnios do Senhor, a glória que haviam perdido como único povo de Deus sobre a face da terra, agora, porém, em terrível estado de abandono. Em face de todo este quadro, Neemias se volta para o remanescente e para a restauração, ele sabia que corações arrependidos sempre podem contar com o favor de Deus. Sempre devemos compreender a misericórdia e fidelidade de Deus, apesar da extensão da ruína.

Neemias 1:1 a 4 – As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. Aqui podemos ver a reação de Neemias frente às notícias que foram dadas acerca do povo de Deus. Sabemos que a Igreja é, em nossos dias, o povo de Deus sobre a terra. É fácil perceber que muitos acontecimentos assolam a Igreja atualmente, fazendo com que a casa de Deus esteja em grande opróbrio e a casa de oração mais pareça uma casa de diversão nos países livres, enquanto que, nos países onde há perseguição, nossos irmãos passam por grandes misérias e sofrimentos pela ausência de recursos! Diante disso qual deve ser nossa atitude? Será que, como Paulo, poderemos dizer: ''Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos.....mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus......Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra; Quantas perseguições sofri, mas o Senhor de todas me livrou; E também todos que piamente(com zelo religioso) querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições......tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que fostes inteirado, sabendo de quem o tens aprendido...Pregues a Palavra, instes (insista) a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina(o puro ensino da Bíblia); mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias paixões(desejos) e desviarão os ouvidos da Verdade, voltando às fábulas(encenações, fantasias, criatividade humana e agitações ao invés do culto reverente a Deus). Mas tu, sê sóbrio(consciente) em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. (IITim.3:1a4,10a12,14. IITim.4:2a5).

Neemias 1:5 a 8 – E disse: Ah! SENHOR Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos; Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado. De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo. Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos... “Deus que guarda a benignidade para com aqueles que o amam” . Esta é uma tremenda característica de nosso Deus. Vemos claramente que Neemias se inclui entre o povo, ele não diz que apenas o povo tinha pecado, ele diz 'nós temos pecado' e esta deve ser a atitude de todos os crentes em relação à Igreja, somos um corpo e temos que zelar pela Igreja como um todo e orar uns pelos outros, e também vigiar pelos pecados que porventura estejam assolando a Igreja. Lv.26: 33- Neemias está orando e citando a Deus as Palavras da Bíblia.

Neemias 1: 9 – E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. Dt.30:1 a 5 – A promessa feita aos obedientes.

Neemias 1:10 e 11 – Eles são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei... “A oração de Teus servos que desejam temer o Teu nome”. Aqui podemos ver o entendimento e o valor que Neemias dava ao termos do Senhor. Muito se tem argumentado que, a favor de uma suposta intimidade com Deus, nós O podemos chamar de 'paizinho' e  nos referir a Ele tratando-O de 'você' ou de “o cara lá de cima”; Parece-me que isso apenas reflete um total desconhecimento da santidade e da grandeza de Deus e da reverência devida a Ele. Muitos dizem que o Senhor Jesus se dirigia ao Pai como Aba, ou seja, paizinho... talvez, este seja até um argumento válido, mas não impediu que, derramando gotas de sangue, em total desespero e angústia, o Senhor Jesus pedisse: “Pai, se possível afasta de mim este cálice” e, ainda assim, tivesse ouvido, do Pai, um definitivo não, porque Sua soberana justiça exigia a oferta. Sabemos que o Senhor Jesus não tinha pecado algum e Sua intimidade com o Pai era completa, ainda assim, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu (Hb5: 8). Olhando para meu próprio coração, será que me encontro na condição de chamar o Pai de 'você', quando nem Jesus fez isso?

Neemias Capítulo 2                                                                                   

                                                        
"Todos nós devemos ser conhecedores de nossa natureza e saber que não podemos brincar com nossa carne, pois ela facilmente levantará seus clamores mundanos e nos levará à escravidão. Em todo o universo só existem duas classes de pessoas: Aquelas que são servas de Deus e aquelas que são servas do pecado (IIPedro2:19)".

 Ne.2:1 a 2 - SUCEDEU, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele.
2 E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração; então temi sobremaneira... “Então temi sobremaneira”. Aqui vemos um fato interessante, pois os servos do rei sempre deveriam mostrar alegria na presença do rei, demonstrando assim o quanto o rei era importante e amado pelos seus servos. Um servo que assim não fizesse poderia ser morto, por isso Neemias sabia o grande perigo que corria por simplesmente estar triste.

Ne.2: 3 - E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo? O rei poderia pensar que Neemias poderia estar conspirando contra ele e que sua tristeza era fruto da consciência pesada pela traição. Muitos pensamentos poderiam subir ao coração do rei, Neemias então, vai direto ao assunto: “Como não estaria triste quando a cidade do sepulcro de meus pais está destruída?” Ele entendia e valorizava tudo que Deus, através da história, havia feito pelo Seu povo na cidade que representava a glória de Deus na terra. Ele entendia que esquecer as tradições e a cultura que Deus havia construído no povo Santo seria um grande erro.

Ne.2: 4 - E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus. É tremendo ver que Neemias ao invés de simplesmente fazer um pedido ao rei humano, ele, primeiramente, se dirige ao Rei do Universo, ele ora a Deus, ele honra a Deus, glorifica a Deus e sabe que o coração do rei humano está nas mãos de Deus (Pv.21: 1).

Ne.2:5 a 8 - E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me permitam passar até que chegue a Judá. Como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, para o muro da cidade e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim. Vemos claramente no verso 8 que Neemias possui uma evidente preocupação com os muros da cidade. Esta é uma diferença muito interessante em relação a todo o livro de Esdras que apresenta uma preocupação constante com a reconstrução do templo e do lugar de adoração. Entendemos que ambas as coisas são importantes, que a adoração no templo é muito importante, mas que não é mais importante que a adoração diária de uma vida santa, realçada e protegida por fortes muros que separam o crente do mundo e do pecado. Todos nós devemos ser conhecedores de nossa natureza e saber que não podemos brincar com nossa carne, pois ela facilmente levantará seus clamores mundanos e nos levará à escravidão. Em todo o universo só existem duas classes de pessoas: Aquelas que são servas de Deus e aquelas que são servas do pecado (IIPedro2:19). Cedo ou tarde, seremos vencidos e dominados por um destes senhores, ninguém é livre, nem pode servir a dois Senhores, ou amará a um e odiará o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro (Mt.6: 24).Temos hoje que decidir a quem serviremos!

Ne.2:9 a 11- Então fui aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei; e o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros. O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhes desagradou extremamente que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel. E cheguei a Jerusalém, e estive ali três dias. Incrível como os inimigos de Deus não podem aceitar a Luz que emana do povo santo. Como disse o Senhor Jesus: “O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más” (João7:7).

Ne.2:12 a 14- E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém; e não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado. E de noite saí pela porta do vale, e para o lado da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo. E passei à porta da fonte, e ao tanque do rei; e não havia lugar por onde pudesse passar o animal em que estava montado...“Não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração”. Nesta frase podemos ver a intimidade de Neemias e a dependência que ele possuía de Deus. Antes de preocupar-se com a opinião e as vontades das pessoas, ele olhava e se preocupava com Deus, queria agradar a Deus, sabia que em Deus poderia alcançar tudo que precisasse e que conforme a Boa e perfeita Vontade de Deus também cativaria as pessoas certas na hora certa. Ele atua com verdadeira e santa estratégia, avaliando as ruínas e medindo todo o trabalho que deveria ser feito, e esperava no Senhor a forma como teria que atuar.

Ne.2:15 a 16 - Ainda, de noite subi pelo ribeiro e contemplei o muro; e, virando entrei pela porta do vale; assim voltei. E não souberam os magistrados aonde eu fora nem o que eu fazia; porque ainda nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra, até então tinha declarado coisa alguma... “Os magistrados e os nobres”. Neemias mantinha sua posição e sua discrição diante de qualquer pessoa e não pretendia privilegiar um ou outro por causa de sua posição social. Ele levantava a noite, e sem chamar a atenção avaliava o trabalho e colocava tudo diante de Deus. Ele sabia que quando Deus desse a ordem e a forma de fazer, daí então ele poderia entrar em ação e chamar as demais pessoas.

Ne.2:17 a 18 – Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio. Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito; então disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem.
Vemos aqui duas coisas. A compreensão da ruína e a confiança em Deus. Ambas enchiam o coração de Neemias e podemos ver o efeito disso no coração dos simples: “Levantemos e edifiquemos”, foi a resposta que deram e “esforçaram as suas mãos para o bem”.

Ne.2:19 a 20 - O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o árabe, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar: e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém. Neemias estava pronto a reedificar os muros de Jerusalém que representava a separação do mundo ímpio. Os mundanos zombavam e até os acusavam de estarem se rebelando contra o governo do mundo, mas Neemias mantinha sua posição e deixava claro que na obra de Deus não existe a participação do mundo e da carne. “Vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém”.


Neemias Capítulo 3                                                                                       

                                                                                
"...deveriam manter, com toda a disciplina, os seus pensamentos e ações em toda a Verdade e honestidade. Jamais deveriam deixar seus pensamentos em vôos livres e em desejos carnais".

Ne.3: 1 e 2 – E LEVANTOU-SE Eliasibe, o sumo sacerdote, com os seus irmãos, os sacerdotes, e reedificaram a porta das ovelhas, a qual consagraram; e levantaram as suas portas, e até à torre de Meá consagraram, e até à torre de Hananel. E junto a ele edificaram os homens de Jericó; também ao seu lado edificou Zacur, filho de Imri. Aqui o Senhor nos mostra como é grande sua graça e seu amor para conosco em tomar nota da obra de cada um em cada detalhe e do caráter distinto de cada uma. Deus deixa claro que cada um terá de trabalhar em um local e em um aspecto da obra. Aqui os mais diferentes dons serão manifestos.

Ne.3: 3 e 4 – E a porta do peixe edificaram os filhos de Hassenaá; a qual emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. E ao seu lado reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Coz; e ao seu lado reparou Mesulão, filho de Berequias, o filho de Mesezabeel; e ao seu lado reparou Zadoque, filho de Baana. O Senhor prepara cada homem e mulher para uma obra específica, o Senhor mesmo concede o dom, o talento e a capacidade, jamais devemos pensar que um trabalho por aparecer mais, ou por ter mais notoriedade na Igreja, seja mais importante de outro que aparece menos; não devemos pensar que o faxineiro seja menos importante que o pregador ou o cantor. Deus deixa claro que na obra Dele, é Ele quem escolhe e capacita os trabalhadores (Êxodo 31:1a5).

Ne.3: 5 – E ao seu lado repararam os tecoítas; porém os seus nobres não submeteram a cerviz ao serviço de seu senhor. O Senhor nosso Deus tem o cuidado de registrar o trabalho de seus servos e é muito terrível quando, do Senhor, alguém recebe uma repreensão como esta: “os seus nobres não submeteram a cerviz ao serviço de seu Senhor”.

Ne.3: 6 a 12 – E a porta velha repararam-na Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodias; estes a emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. E ao seu lado repararam Melatias, o gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeom e Mizpá, que pertenciam ao domínio do governador dalém do rio. Ao seu lado reparou Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; e ao seu lado reparou Hananias, filho de um dos boticários; e fortificaram a Jerusalém até ao muro largo. E ao seu lado reparou Refaías, filho de Hur, líder da metade de Jerusalém. E ao seu lado reparou Jedaías, filho de Harumafe, e defronte de sua casa e ao seu lado reparou Hatus, filho de Hasabnéias. A outra porção reparou Malquias, filho de Harim, e Hasube, filho de Paate-Moabe; como também a torre dos fornos. E ao seu lado reparou Sallum, filho de Haloés, líder da outra meia parte de Jerusalém, ele e suas filhas...“Salúm, filho de Haloés....ele e suas filhas”. Aqui, podemos ver o trabalho das mulheres sendo lembrado pelo Senhor. O Espírito Santo registra o trabalho muito importante das mulheres que seguiam ao Senhor Jesus em seu ministério terreno, como: “E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam COM SEUS BENS” (lucas 8:1a3). Podemos ver também a referência feita pelo Apóstolo Paulo a Sínteque e Evódia no que se refere às perdas e as aflições que os crentes devem enfrentar no mundo por causa do evangelho de Nosso Senhor: Começando no capítulo 3 de Filipenses, Paulo assim escreve:
 

Filp.3: 7 e 8- Mas, o que para mim era ganho, reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo. Paulo deixava claro o quanto ele estava desapegado das coisas do mundo e então ele conclui seu pensamento dizendo: Fil.3: 20 e 21- Mas a nossa cidade está no céu, de onde também, esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso corpo abatido para ser conforme o Seu corpo Glorioso, segundo Seu eficaz poder de sujeitar também a Si todas as coisas.  


Fil.4: 1 – “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos.....estai assim firmes no Senhor. Rogo a Evódia e rogo a Sínteque, que sintam o mesmo no Senhor. Peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”. Vemos que este era um período de grandes perseguições e sofrimentos para aqueles que se convertiam e muitos perdiam seus empregos e seus bens. O apóstolo Paulo fala no capítulo 3 de suas perdas; no capítulo 4 de Filipenses, ele exorta essas mulheres que sentissem o mesmo e que se regozijassem sempre no Senhor (Fil.4: 4). Que a retidão e honestidade delas fossem vistos por todos os homens (4: 5) e que ninguém ficasse inquieto, mas que tudo levassem a Deus em orações e súplicas (4: 6), porque a paz de Deus que excede todo o entendimento os consolaria diante de todo sofrimento (4: 7) e finalmente eles deveriam manter, com toda a disciplina, os seus pensamentos e ações em toda a Verdade e honestidade. Jamais deveriam deixar seus pensamentos em vôos livres e em desejos carnais.

O Apóstolo estava preocupado com os pensamentos e anseios dessas mulheres que trabalhariam auxiliando o ministério dele. Elas deveriam fazer o trabalho de auxílio e cooperação, isso não significa que elas pregassem o evangelho da mesma forma que o apóstolo, pois as mulheres só poderiam ensinar outras mulheres (Tito2: 3e4). As mulheres jamais poderiam ensinar aos homens (ITim.2:10a12 e ICor.14:33).

Ne.3: 9 a 22 – E ao seu lado reparou Refaías, filho de Hur, líder da metade de Jerusalém. E ao seu lado reparou Jedaías, filho de Harumafe, e defronte de sua casa e ao seu lado reparou Hatus, filho de Hasabnéias. A outra porção reparou Malquias, filho de Harim, e Hasube, filho de Paate-Moabe; como também a torre dos fornos. E ao seu lado reparou Sallum, filho de Haloés, líder da outra meia parte de Jerusalém, ele e suas filhas. A porta do vale reparou-a Hanum e os moradores de Zanoa; estes a edificaram, e lhe levantaram as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também mil côvados do muro, até a porta do monturo. E a porta do monturo reparou-a Malquias, filho de Recabe, líder do distrito de Bete-Haquerem; este a edificou, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. E a porta da fonte reparou-a Salum, filho de Col-Hosé, líder do distrito de Mizpá; este a edificou, e a cobriu, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também o muro do tanque de Hasselá, ao pé do jardim do rei, e até aos degraus que descem da cidade de Davi. Depois dele edificou Neemias, filho de Azbuque, líder da metade de Bete-Zur, até defronte dos sepulcros de Davi, até ao tanque artificial e até à casa dos valentes. Depois dele repararam os levitas, Reum, filho de Bani; ao seu lado reparou Hasabias, líder da metade de Queila, no seu distrito. Depois dele repararam seus irmãos, Bavai, filho de Henadade, líder da outra meia parte de Queila. Ao seu lado reparou Ezer, filho de Jesuá, líder de Mizpá, outra porção, defronte da subida à casa das armas, à esquina. Depois dele reparou com grande ardor Baruque, filho de Zabai, outra medida, desde a esquina até à porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote. Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Coz, outra porção, desde a porta da casa de Eliasibe, até à extremidade da casa de Eliasibe. E depois dele repararam os sacerdotes que habitavam na campina. Aqui vemos que cada um, mesmo os sacerdotes, davam sua contribuição para a reconstrução dos muros. No verso 20 vemos que: “reparou com grande ardor(esforço) Baruki, filho de Zabai”.

Ne.3: 23 a 32 – Depois reparou Benjamim e Hasube, defronte da sua casa; depois dele reparou Azarias, filho de Maaséias, o filho de Ananias, junto à sua casa. Depois dele reparou Binui, filho de Henadade, outra porção, desde a casa de Azarias até à esquina, e até ao canto. Palal, filho de Uzai, reparou defronte da esquina, e a torre que sai da casa real superior, que está junto ao pátio da prisão; depois dele Pedaías, filho de Parós. E os servidores do templo que habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, para o oriente, e até à torre alta. Depois repararam os tecoítas outra porção, defronte da torre grande e alta, e até ao muro de Ofel. Desde acima da porta dos cavalos repararam os sacerdotes, cada um defronte da sua casa. Depois deles reparou Zadoque, filho de Imer, defronte da sua casa; e depois dele reparou Semaías, filho de Secanias, guarda da porta oriental. Depois dele reparou Hananias, filho de Selemias, e Hanum, filho de Zalafe, o sexto, outra porção; depois dele reparou Mesulão, filho de Berequias, defronte da sua câmara. Depois dele reparou Malquias, filho de um ourives, até à casa dos servidores do templo e mercadores, defronte da porta de Mifcade, e até à câmara do canto. E entre a câmara do canto e a porta das ovelhas, repararam os ourives e os mercadores. Finalmente, concluímos acerca da grande preocupação de Deus com a reparação dos muros de sua Cidade Santa, de Seu povo Santo, de Sua Igreja Santa....Cremo que o Espírito Santo preparou este ensino com muito cuidado e carinho para que jamais venhamos a permitir que os muros fiquem rotos e cheios de rachaduras, mas que o povo de Deus vigie e trabalhe com vigor e ardor afim de edificar o forte muro que deixará o mundanismo do lado de fora.

Neemias Capítulo 4                                                                         


"Você tem colocado guardas em seu coração contra os valores, conceitos e sonhos deste mundo? Você percebe claramente que é um santo separado para Deus? Que guardas você tem  colocado em seus olhos para que jamais sua mente venha a ser conformada com este século ou mundo?"

Ne.4:1 a 3 - E SUCEDEU que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra.
Aqui está a condição do povo de Deus que deve edificar os muros de separação com o mundo. Essa atitude incomoda muito os inimigos de Deus. Eles acusam os servos de Deus de serem fracos e dizem que jamais conseguiremos edificar essa separação.

Ne.4:4 a 6 - Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-los por presa, na terra do cativeiro. E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores. Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. Esta deve ser a resposta dos crentes: “Ouve ó nosso Deus que somos tão desprezados”. Nós somos desprezados porque andamos por fé e nossas ações são ações de fé que desafiam a lógica dos resultados do mundo. O mundo trabalha com metas e padrões que lhe são próprios, os crentes trabalham de forma “louca”, de forma sobrenatural, esperando resultados eternos e não materiais.
           

Ne.4:7 a 9 - E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os árabes, os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo, E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém, e para os desviarem do seu intento. Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles. O mundo reúne suas forças contra os servos de Deus. São maiores em número e possuem uma estratégia de fazer o povo de Deus perder o foco da construção do muro que divide os cidadãos celestiais dos cidadãos do mundo. “Porém oramos ao Nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite”. Você tem colocado guardas em seu coração contra os valores, conceitos e sonhos deste mundo? Você percebe claramente que é um santo separado para Deus? Que guardas você tem  colocado em seus olhos para que jamais sua mente venha a ser conformada com este século ou mundo? (Rom.12: 1e2).

Ne.4:10 - Então disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e o pó é muito, e nós não poderemos edificar o muro...“O pó é muito”. É muito trabalhosa a reconstrução, muitos desistem e querem viver no mundo sem barreiras.

Ne.4:11 - Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos; assim faremos cessar a obra. A estratégia do inimigo nunca muda: “Nada saberão disto, nem verão(ou perceberão), até que entremos no meio deles, e os matemos”. Esta tática do mundo é muito antiga, sorrateira e perspicaz. Ele entra no meio do povo de Deus, sem que o povo de Deus perceba, finge estar ajudando, finge ser amigo, e quando o povo se distrai com muitos afazeres e pouca oração, dá o golpe fatal e mata o povo espiritualmente restando apenas um ativismo humanista que parece cristianismo, mas não passa de uma entidade social filantrópica com poder para salvar o corpo, e perder a alma. A Igreja deve sempre fazer boas obras sociais, e como disse o Senhor: “Deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas” (Mt.23: 23).

Ne.4:12 a 14 - E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares, tornarão contra nós. Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao restante do povo: Não os temais; lembrai-vos do grande e terrível Senhor, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas. Não nos rendermos ao mundo, como Neemias: “Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus o povo pelas suas famílias com suas espadas, com suas lanças, e com seus arcos”. O povo deve estar muito bem armado com a espada do Espírito que é a Palavra, a lança que sobe ao Senhor que é a oração, e o arco que dobra nossa carne que é o jejum ao Senhor. Assim manteremos o mundanismo fora da Igreja do Senhor.

Ne.4:15 a 18 - E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. E sucedeu que, desde aquele dia, metade dos meus servos trabalhava na obra, e metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos e as couraças; e os líderes estavam por detrás de toda a casa de Judá. Os que edificavam o muro, os que traziam as cargas e os que carregavam, cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas. E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo...“Cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas”. Esta deve ser sempre a atitude da Igreja: Toda a obra de edificação deve ser feita mantendo em punho as armas de combate do cristão. Temos que combater o bom combate da fé e estarmos armados contra os ardis de satanás e de seus emissários que são lobos em pele de ovelha (Mt.7:15).

Ne.4:19 a 21 - E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós. Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas...“Grande e extensa é a obra e estamos apartados do muro, longe uns dos outros”. Esta é uma estratégia fundamental para o combate que o povo de Deus deve sempre utilizar, ou seja, estar sempre juntos na Igreja, ninguém deve andar apartado da comunhão dos irmãos; “No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós”. A união do povo de Deus, redunda no favor e na ação de Deus em nosso favor.

Ne.4:22 a 23 - Também naquele tempo disse ao povo: Cada um com o seu servo fique em Jerusalém, para que à noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra. E nem eu, nem meus irmãos, nem meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um tinha suas armas e água...“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (João7:38). A água simboliza, muitas vezes, ações do Espírito Santo. No combate que hoje temos que enfrentar neste mundo sedutor, não podemos largar em nenhum instante, as armas do Espírito e o fluir de Suas águas.


Neemias Capítulo 5                                                                                     


 "...Até mesmo em nossos dias nós podemos utilizar as Leis de Deus de forma distorcida para dar asas à nossa vaidade e aos nossos interesses gananciosos por riquezas, bens e destaque neste mundo vil".

Ne.5: 1 a 5- Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos.
Porque havia quem dizia: Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos; então tomemos trigo, para que comamos e vivamos. Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. Também havia quem dizia: Tomamos emprestado dinheiro até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos; e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que já não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas...
Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos”. Podemos observar a preocupação do Espírito Santo em registrar que os olhos de Deus estão sobre a equidade e a justiça praticada pelos homens aos seus irmãos. Deus estabeleceu na Lei dada a Moisés o ano do Jubileu em que as dívidas eram perdoadas aos pobres (Êx.21:2; Lev.25:9), ninguém poderia enganar um irmão em algum negócio tirando vantagem (Lev.25:14). Assim, havia um equilíbrio perfeito entre os mais ricos e os mais pobres entre o povo Judeu, de forma que ninguém era rico demais e ninguém era pobre demais, todos tinham o suficiente. Como disse o Senhor Jesus: “os pobre sempre tendes convosco”(Mt.26:11). A Bíblia não nos estimula a um sistema comunista que trata com igualdade os desiguais, não é esta a idéia, mas sim tratar com justiça e mérito a todos os homens, dando oportunidades iguais a todos os que buscam. Temos, no antigo Israel, um governo Teocrático, ou seja, Deus governava através dos Profetas e Juízes e, por isso, Deus ficou triste quando o povo pediu um novo sistema de governo, ou seja, a monarquia que teve início com Saul, o primeiro rei humano do povo de Deus (ISam.8:7), até então, só Deus era Rei.
Assim, sabemos que tanto o povo de Deus quanto o mundo, tem insistido muito em recusar o governo de Deus, mas todos aqueles que fazem parte do remanescente fiel a Deus, deverá se submeter às ordenanças do Senhor tendo uma vida reta, honesta e jamais cometendo injustiça aos irmãos, nem mesmo aos de fora, ou seja, os ímpios, porque O Espírito nos exorta: “Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”(IICor.8: 21).

Ne.5:6 a 8- Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me indignei. E considerei comigo mesmo no meu coraçäo; depois pelejei com os nobres e com os magistrados, e disse-lhes: Sois usurários cada um para com seu irmão. E convoquei contra eles uma grande assembléia. E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmäos, ou vender-se-iam a nós? Então se calaram, e não acharam que responder.
Devemos observar a frase de Neemias que diz: "Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós?” Precisamos entender que os judeus eram escravos na Babilônia e que naquele período, os escravos eram vendidos como se fossem qualquer objeto de uso. Assim, aqueles que perdiam a guerra ficavam escravos dos conquistadores, e aqueles que não possuíam dinheiro para pagar suas dívidas, também eram feitos escravos dos seus credores para que pagassem a dívida através do trabalho. Havia um período de grande dificuldade financeira em Jerusalém: assim que possuíam mais riquezas emprestavam a juros altos para os mais pobres que por fim, não tinham mais como pagar suas dívidas. A Lei dada por Deus diziam que eles até poderiam ser escravizados pela dívida por um período de 6 anos e depois, obrigatoriamente, seria liberto e em um período de 49 anos até mesmo os bens da família deveriam ser devolvidos (Lev.25:10). Desta forma ninguém ficava totalmente pobre entre o povo. Porém os mais ricos e nobres daquele período estavam aproveitando a pobreza do povo para explorar e se aproveitavam da Lei para escravizar sem piedade. Até mesmo em nossos dias nós podemos utilizar as Leis de Deus de forma distorcida para dar asas à nossa vaidade e aos nossos interesses gananciosos por riquezas, bens e destaque neste mundo vil.

Ne.5: 9 a 13 - Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não andaríeis no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio das nações, os nossos inimigos? Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas; como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Entäo chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra. Também sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que näo confirmar esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregaçäo disse: Amém! E louvaram ao SENHOR; e o povo fez conforme a esta palavra. “Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho”. Aqui vemos que Neemias também poderia explorar a necessidade dos irmãos, mas ele prefere deixar este ganho legítimo, ou seja, ele poderia pela Lei enriquecer às custas dos juros sobre os necessitados, mas ele abre mão! Quão é difícil abrir mão de um direito legítimo que temos a fim de favorecer a outros. E não deveria ser esta a postura contínua de um cristão? Abrir mão de seus direitos em favor dos mais fracos? Será que, se eu sei que a televisão e a navegação descontrolada na internet é prejudicial aos mais fracos, não devo eu, que sou espiritual, abrir mão para dar exemplo? Como disse o Espírito Santo: “Porque nenhum de vós vive para si, e nenhum morre para si”(Rom14:7), “mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos”(ICor.8: 9).

Ne.5: 14,15 - Também desde o dia em que me mandou que eu fosse seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmäos comemos o päo do governador. Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe päo e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata, como também os seus servos dominavam sobre o povo; porém eu assim näo fiz, por causa do temor de Deus. “...nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador”. Que frase lindíssima esta de Neemias que deixa claro o fato de que ele nunca se aproveitou de seu cargo de liderança para explorar os irmãos e obrigar os simples do povo a pagar por luxos desnecessários. Sabemos que líderes do povo de Deus, em nosso tempo, não sentem nenhuma vergonha de construir impérios e castelos com o dinheiro dos dízimos e ofertas do povo de Deus; que terrível julgamento terão estes diante do trono de nosso Deus que julgará a obra de cada um(ICor.3:13).

Ne.5:16 a 19 - Como também na obra deste muro fiz reparaçäo, e terra nenhuma compramos; e todos os meus servos se ajuntaram ali à obra. Também dos judeus e dos magistrados, cento e cinqüenta homens, e os que vinham a nós dentre as naçöes que estäo ao redor de nós, se punham a minha mesa. E o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam e, de dez em dez dias, muito vinho de todas as espécies; e nem por isso exigi o päo do governador, porquanto a servidäo deste povo era grande. Lembra-te de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo. “...e terra nenhuma compramos...” aqui vemos a extrema abnegação de Neemias, dando exemplo ao povo, sendo um Líder sério, comprometido com seus irmãos e nunca centrado em seu próprio bem estar e enriquecimento. “Também dos Judeus e dos magistrados, cento e cinqüenta homens, e os que vinham a nós dentre as nações que estão ao redor de nós, se punham à minha mesa”. Não fazia acepção entre seus irmãos, não convidava apenas os judeus importantes à sua mesa, mas também aqueles judeus que vinham de longe e que, talvez, chegassem andarilhos e pobres a Jerusalém, mas ali eram acolhidos por Neemias e sentavam-se a sua mesa, pois ele não era avarento e não estava preocupado em bajular os importantes, mas cuidar de todos os que necessitassem quer fossem ricos ou pobres. Assim, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu (Hb 5:8). Olhando para meu próprio coração, será que me encontro na condição de chamar o Pai de você, quando nem Jesus fez isso?


Neemias Capítulo 6                                                                    


"...Parece que destruir o muro de separação com o mundo sempre foi uma ótima fonte de lucro financeiro para os falsos profetas que se levantam no meio do povo de Deus".


Ne.6:1 - Ouvindo Sambalate...e o resto de nossos inimigos, que eu tinha edificado o muro, e que nele já não havia brecha alguma”. Aqui vemos algo muito precioso na Palavra de nosso Deus; Neemias estava reedificando o muro da Cidade de Deus, da cidade que representava a manifestação da glória de Deus na terra. Esta cidade agora se encontrava separada do restante das outras cidades e povos por um forte muro sem brechas! Isso incomodou muito os inimigos de Deus e de seu povo. Creio que a pergunta aqui é: Por que o Espírito Santo mandou que este ensino fosse colocado na Palavra de Deus?
Alguns podem dizer que se trata apenas de uma informação histórica. Seria muito tacanho e medíocre que um cristão olhasse desta forma para a majestade da Palavra de nosso Deus! Nós cremos que: “toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (IITim.3: 16). Por esta razão, afirmamos, que este texto Bíblico deve ser visto com olhos do Espírito e que precisamos entender o significado deste muro que aponta para a santidade do povo de Deus.

Ne.6:2 a 3 - Sambalate e Gesem mandaram dizer-me: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que näo poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?...Vem, e congreguemo-nos juntamente”. Vejam, como parece doce e inocente esta proposta dos povos do mundo para os Cristãos. Podemos ser amigos, vamos congregar e unir sob um mesmo objetivo. ...“Porém intentavam fazer-me mal”, aqui vemos o discernimento espiritual de Neemias. Ele responde: “porque cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?” Neemias sabia que se fosse fazer aliança e ter comunhão com os mundanos, a obra de construção do MURO pararia, e um verdadeiro servo de Deus não cai nessa armadilha!

Ne.6:4 a 8 - E do mesmo modo enviaram a mim quatro vezes; e da mesma forma lhes respondi. Entäo Sambalate ainda pela quinta vez me enviou seu servo com uma carta aberta na sua mäo; E do mesmo modo enviaram a mim quatro vezes; e da mesma forma lhes respondi. E na qual estava escrito: Entre os gentios se ouviu, e Gesem diz: Tu e os judeus intentais rebelar-vos, entäo edificas o muro; e tu te farás rei deles segundo estas palavras; E que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá; de modo que o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente. Porém eu mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coraçäo, o inventas. É bom perceber que os inimigos de Deus não desistem facilmente, eles usam de muita estratégia e grande persistência. Aqui é utilizada a estratégia da invenção de mentiras e fofocas para minar a resistência dos santos. É a proposta de sempre: “Vem, pois, agora, e consultemos juntamente”; É fácil ver o grande medo que o inimigo tem da santidade e de uma vida separada. O maior golpe do inimigo não era destruir Jerusalém, mas ter a liberdade de entrar nela quando bem quisesse, portanto, não haveria problema em se ter a cidade reedificada, mas o temor do inimigo é grande quando os muros estão levantados e ficam sem brechas, ficando ele proibido de entrar com sua influência e princípios.

Ne.6:9 - Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mäos largaräo a obra, e näo se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos. O medo é uma forte arma do inimigo. Temos medo quando, por causa de Jesus, perdemos o prestígio no mundo, somos tidos como loucos e corremos o risco de sermos prejudicados até mesmo em nosso trabalho por termos uma conduta correta, enquanto outros apelam para as falcatruas.

Ne.6:10 a 14 - E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque viräo matar-te; sim, de noite viräo matar-te. Porém eu disse: Um homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo para que viva? De maneira nenhuma entrarei. E percebi que näo era Deus quem o enviara; mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que assim fizesse, e pecasse, para que tivessem alguma causa para me infamarem, e assim me vituperarem. Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme a estas suas obras, e também da profetisa Noadia, e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me.... “Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo.......porque virão matar-te”. Aqui vemos o profeta Semaías, que fazia parte do povo de Deus e era considerado um profeta. Ele profetiza sobre a vida de Neemias e diz que ele estava correndo risco de vida, e que deveria procura refúgio em local sagrado para não ser morto. Que bela proposta feita por um profeta, tudo parecia muito nobre e correto. Mas Neemias era um homem de oração que conhecia Seu Deus. Ele sabia que entre os povos pagãos havia uma tradição em que não se matava um homem dentro dos templos sagrados, portanto, se Neemias aceitasse essa idéia, ele estaria cometendo dois erros terríveis:
1- Estaria comparando o templo do Deus vivo com os demais ídolos da terra, pois ao invés de confiar na Segurança dada por Deus, estaria se utilizando de uma cultura mundana para sua própria proteção, aceitando, assim, o estilo dos outros povos, misturando as culturas, deixando de utilizar somente os decretos da Palavra, para tirar proveito de um princípio do mundo que, até poderia ser correto na cultura da época, mas não fazia parte das ordenanças do Deus vivo, por isso, para nós, povo de Deus, até as coisas certas deste mundo são erradas, certo é somente aquilo que Deus ordena, ainda que, para o mundo, seja errado!
2- Buscado refúgio para si no templo ele estaria dizendo que sua maior preocupação era com sua segurança e bem estar, pois ele ficaria seguro enquanto o restante do povo estaria correndo os mesmo riscos de serem atacados.

Mais uma vez, por conhecer a Deus e Seus métodos, Neemias reconhece a armadilha do falso profeta Semaías que se havia vendido por dinheiro. O triste é que não somente havia UM falso profeta no meio daquela congregação do povo de Deus, mas Neemias, orando diz: “Lembra-te meu Deus, de Tobias e de Sambalate...,e também da profetiza Noadia, e os mais profetas que procuraram atemorizar-me”. É interessante observar que se levantaram muitos falsos profetas, eles desejavam que jamais fosse construído o muro de separação entre o povo de Deus e o mundo; todos eles tinham, no dinheiro e no suborno que recebiam, a sua maior motivação. Parece que destruir o muro de separação com o mundo sempre foi uma ótima fonte de lucro financeiro para os falsos profetas que se levantam no meio do povo de Deus.

Ne.6:15 e 16 - Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de Elul; em cinqüenta e dois dias. E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, todos os povos que havia em redor de nós temeram, e abateram-se muito a seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra....“Todos os povos que havia ao redor de nós temeram........porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra”. Que tremenda a expressão da glória de Deus quando obedecemos ao Seu método. O muro estava de pé e Deus foi Glorificado pela obediência; os inimigos sabiam que haviam perdido a batalha. A verdadeira conversão dos povos ao redor não é quando fazemos acordos e técnicas agradáveis para nos unirmos a eles, mas sim, quando a despeito de quaisquer opiniões contrárias, nos santificamos ao Nosso Deus, nos separamos dos modelos e padrões mundanos e permitimos que o Seu Espírito opere as conversões através do ensino da Verdade, ainda que esta seja muito dura aos olhos dos ímpios.

Ne.6:17 a 19 -Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas que iam para Tobias; e as cartas de Tobias vinham para eles. Porque muitos em Judá lhe eram ajuramentados, porque era genro de Secanias filho de Ará; e seu filho Joanä se casara com a filha de Mesuläo, filho de Berequias. Também as suas boas açöes contavam perante mim, e as minhas palavras transmitiam a ele; portanto Tobias escrevia cartas para me atemorizar.... “Também as suas boas ações contava perante mim....escrevia carta para me atemorizar”. Aqui vemos uma terrível estratégia do inimigo; ele fazia muitas boas ações, tinha a admiração, o respeito e o parentesco com muitos do povo de Deus. Isso poderia causar grande temor e confusão na mente de Neemias, porque ele estava indo contra um homem que aparentemente tinha ótima reputação e fazia coisas boas para o povo de Deus! Como deve ter sido difícil para Neemias escolher servir a Deus mesmo sabendo que estaria desagradando a tantas pessoas dentre os nobres judeus e seus irmãos que tinham parentesco com Tobias. Quantas pessoas podem ter se levantado contra Neemias dizendo: ''Porque você não faz aliança com Tobias? Veja quantas boas obras ele tem feito! Veja o quanto ele favorece o povo de Deus!'' É preciso muito discernimento para obedecer a Deus nas horas em que todas as opiniões parecem ser-nos contrárias.


Neemias Capítulo 7


"...É muito triste que os crentes abram as portas da sua vida para tantas fontes de trevas, tantas diversões e ambientes que parecem inocentes, porém são encharcados do veneno mortífero de satanás".

Ne.7:1 e 2 - SUCEDEU que, depois que o muro foi edificado, eu levantei as portas; e foram estabelecidos os porteiros, os cantores e os levitas. Eu nomeei a Hanani, meu irmão, e a Hananias, líder da fortaleza, em Jerusalém; porque ele era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos. Que maravilhosa característica esta que, alguns dentre o povo de Deus, podem apresentar; infelizmente, nem todos, ou talvez, a maioria, não possa apresentar esta virtude. Mas Deus, que conhece os corações, sempre elege para o Seu serviço aqueles fiéis que O temem de verdade. Estes homens devem montar guarda sobre a possessão de Deus. Eles devem vigiar as portas, devem impedir que entre qualquer ameaça para dentro dos muros da cidade; que função mais nobre e tremenda deve ser esta. Oxalá o Senhor hoje nos elegesse para tão grande obra!

Ne.7:3 e 4 - E disse-lhes: Não se abram as portas de Jerusalém até que o sol aqueça, e enquanto os que assistirem ali permanecerem, fechem as portas, e vós trancai-as; e ponham-se guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada um diante da sua casa. E era a cidade larga de espaço, e grande, porém pouco povo havia dentro dela; e ainda as casas não estavam edificadas.... “Não se abram as portas até que o sol se aqueça”. Enquanto as trevas ameaçam devemos manter fechadas as portas. João 8:12- “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. É muito triste que os crentes abram as portas da sua vida para tantas fontes de trevas, tantas diversões e ambientes que parecem inocentes, porém são encharcados do veneno mortífero de satanás.

Ne.7:5 a 60 - Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias; e achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro e nele estava escrito o seguinte: Estes são os filhos da província, que subiram do cativeiro dos exilados, que transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia; e voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade. Os quais vieram com Zorobabel, Jesuá, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mordecai, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum, e Baana; este é o número dos homens do povo de Israel. Foram os filhos de Parós, dois mil, cento e setenta e dois. Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois. Os filhos de Ará, seiscentos e cinqüenta e dois. Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesuá e de Joabe, dois mil, oitocentos e dezoito. Os filhos de Elão, mil, duzentos e cinqüenta e quatro. Os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco. Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. Os filhos de Binui, seiscentos e quarenta e oito. Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e oito. Os filhos de Azgade, dois mil, trezentos e vinte e dois. Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete. Os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete. Os filhos de Adim, seiscentos e cinqüenta e cinco. Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito. Os filhos de Hassum, trezentos e vinte e oito. Os filhos de Bezai, trezentos e vinte e quatro. Os filhos de Harife, cento e doze. Os filhos de Gibeom, noventa e cinco. Os homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito. Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. Os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois. Os homens de Quiriate-Jearim, Quefira e Beerote, setecentos e quarenta e três. Os homens de Ramá e Geba, seiscentos e vinte e um. Os homens de Micmás, cento e vinte e dois. Os homens de Betel e Ai, cento e vinte e três. Os homens do outro Nebo, cinqüenta e dois. Os filhos do outro Elão, mil, duzentos e cinqüenta e quatro: Os filhos de Harim, trezentos e vinte. Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. Os filhos de Lode, Hadide e Ono, setecentos e vinte e um. Os filhos de Senaá, três mil, novecentos e trinta. Os sacerdotes: Os filhos de Jedaías, da casa de Jesuá, novecentos e setenta e três. Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois. Os filhos de Pasur, mil, duzentos e quarenta e sete. Os filhos de Harim, mil e dezessete. Os levitas: Os filhos de Jesuá, de Cadmiel, dos filhos de Hodeva, setenta e quatro. Os cantores: Os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito. Os porteiros: Os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito. Os servidores do templo: Os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote, Os filhos de Queros, os filhos de Sia, os filhos de Padom, Os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Salmai, Os filhos de Hanã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, Os filhos de Reaías, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda, Os filhos de Gazão, os filhos de Uzá, os filhos de Paseá, Os filhos de Besai, os filhos de Meunim, os filhos de Nefussim, Os filhos de Bacbuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur, Os filhos de Bazlite, os filhos de Meída, os filhos de Harsa, Os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tamá, Os filhos de Nezia, os filhos de Hatifa. Os filhos dos servos de Salomão, os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida, Os filhos de Jaalá, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel, Os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim, os filhos de Amom.  Todos os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois....“Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias”. Aqui temos algo muito interessante. Creio que muitos irmãos, assim como eu, teriam a tendência de pular este capítulo enquanto lê a Bíblia, afinal, para que o Espírito Santo colocou aqui esse monte de nomes estranhos? Por que Deus se preocuparia com um registro como esses? Por que Deus se preocupa com a linhagem de uma pessoa? Por que se preocupar com um detalhe como esse? Tudo bem que se registrasse isso em algum livro de cartório, mas na Bíblia?

Talvez esta seja uma indagação muito comum a todos nós e não possamos entender a razão de tantos detalhes exigidos por nosso Deus que é Santo. Para entendermos essa exigência do nosso Deus, precisamos analisar Êxodo 25:8 e 9 - “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo fareis”. Podemos ver claramente que na construção do tabernáculo do Senhor tudo era conforme o MODELO dado por Deus, nada estava a mercê de criatividade humana. Deus cuidara de todos os detalhes. Deus é muitíssimo atento a cada detalhe e nada em Sua Palavra é por acaso.

Assim, vemos neste texto, que Deus colocou no coração de Neemias a necessidade de averiguar a genealogia e a origem de cada integrante de Seu povo. Neemias, então, foi consultar o Livro dos registros. Sabemos que todos os filhos de Deus possuem seus nomes registrados no Grande Livro de Deus (Fil.4:3; Apoc.13:8; Apoc.17:8), um dia, esse livro será lido diante de todas as miríades celestiais. Oxalá estejam lá escritos os nossos nomes! Deus nos ensina, nesta passagem, que nada está encoberto aos Seus olhos e que teremos que estar preparados para esse Dia, não teremos desculpa, não haverá segunda chance, ou nosso nome estará escrito, ou não!

Ne.7:61 a 64 - Também estes subiram de Tel-Melá, e Tel-Harsa, Querube, Adom, Imer; porém não puderam provar que a casa de seus pais e a sua linhagem, eram de Israel. Os filhos de Dalaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. E dos sacerdotes: os filhos de Hobaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomara uma mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome. Estes buscaram o seu registro nos livros genealógicos, porém não se achou; então, como imundos, foram excluídos do sacerdócio. Vemos aqui, o mais triste de todos os fatos: Aqueles cujos nomes não foram encontrados nos livros. 61b-“Porém não puderam provar que a casa de seus pais e sua linhagem, eram de Israel”. Eles não tinham provas, eles não tinham “as marcas de Cristo”(Gal.6:17). Que grande vergonha! Estavam entre o povo de Deus, “saíram de nós, mas não eram de nós” (IJoão2:19 ). Que terrível será, para estes, o Grande Dia do Senhor, quando suas obras ocultas e seus maus pensamentos serão todos revelados, quando não mais poderão fingir; sua voracidade de lobos será manifestada e, finalmente, arrancado o disfarce de ovelha (Mt.7:15). Por fim, ouvirão: “E o governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas” (Ne.7: 65b). Jamais comerão da Árvore da Vida. É interessante observar que estes falsos judeus estavam entre os sacerdotes e líderes religiosos (Ne.7:63).

Ne.7:66 a 73 - Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil, trezentos e sessenta, Afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil, trezentos e trinta e sete; e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. Os seus cavalos, setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco. Camelos, quatrocentos e trinta e cinco; jumentos, seis mil, setecentos e vinte. E uma parte dos chefes dos pais contribuíram para a obra. O governador deu para o tesouro, em ouro, mil dracmas, cinqüenta bacias, e quinhentas e trinta vestes sacerdotais. E alguns mais dos chefes dos pais contribuíram para o tesouro da obra, em ouro, vinte mil dracmas, e em prata, duas mil e duzentas libras. E o que deu o restante do povo foi, em ouro, vinte mil dracmas, e em prata, duas mil libras; e sessenta e sete vestes sacerdotais. E habitaram os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, alguns do povo, os servidores do templo, e todo o Israel nas suas cidades. Aqui vemos reunida a grande congregação do Senhor. Removida a falsidade e os impostores do meio do rebanho, podemos ver que o remanescente contribuiu com grande liberalidade para a obra (Ne.7:70b)- “O governador deu para o tesouro, em ouro, mil dracmas, cinqüenta bacias e quinhentas e trinta vestes  sacerdotais”. Neemias era o governador e dava exemplo em todos os seus atos. Ao invés de explorar a obra de Deus e enriquecer com ela, ele ofertava tudo o que podia e não retinha com usura o que poderia contribuir.

Neemias Capítulo 8



"...Como é maravilhoso quando os levitas ensinam corretamente a Palavra de Deus, sem preocupar-se com técnicas e recursos humanos, sem considerar o que é ou não agradável ao homem, mas apenas ensinam a Palavra confiando que o Espírito Santo há de aplicá-la aos sedentos corações, certos de que os escolhidos se alegrarão no Senhor e na Sua Vontade. As ovelhas amam o Senhor e a Sua Palavra, mas os cabritos amam o mundanismo e suas ferramentas de diversão".


Ne.8:1 a 3 - E CHEGADO o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel. E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. Vemos aqui, nesta passagem, uma maravilhosa reunião do povo de Deus, havia uma grande atração para o povo, eles tinham uma genuína preocupação com a Palavra de Deus! A Palavra era o maior atrativo; eles não possuíam uma maior preocupação, antes pediram ao sacerdote que lesse e explicasse a Palavra perante todos que tinham idade e que “podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei”. Que glorioso culto foi prestado ao Senhor, a Palavra do Senhor lida e explicada (Ne.8:7). Não havia necessidade de qualquer outro atrativo ou entretenimento, a Palavra de Deus era tudo o que Eles buscavam! Haviam deixado para trás a Babilônia, assim como um dia seus pais deixaram o Egito. Estavam no local escolhido por Deus para manifestar a Sua Glória.

Deus, agora voltava a possuir um testemunho na terra. Novamente, havia um povo que saíra, que fora resgatado de seu lugar de escravidão, eles deixaram a Babilônia e estavam experimentando um verdadeiro Avivamento, tinham fome e sede da Palavra, não queriam ouvir palavras e pensamentos humanos, queriam a Palavra de Deus lida e explicada aos seus corações.

Ne.8:4 e 5 - E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Que gloriosa revelação! Deus coloca um sacerdote sobre o púlpito, acima dos demais, por que razão? A Bíblia responde com clareza: Para ensinar e ler a Lei de seu Deus, para abrir a Bíblia diante do povo; “e eram capazes de entender o que ouviam”. O Povo colocava-se em pé, havia reverência e temor diante de Deus e de Sua Palavra, havia solenidade, havia compreensão da Majestade do Deus Vivo. Havia verdadeiro avivamento!

Ne.8:6 a 8 - E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra. E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar. E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. Que grande avivamento! Como é maravilhoso quando os levitas ensinam corretamente a Palavra de Deus, sem preocupar-se com técnicas e recursos humanos, sem considerar o que é ou não agradável ao homem, mas apenas ensinam a Palavra confiando que o Espírito Santo há de aplicá-la aos sedentos corações, certos de que os escolhidos se alegrarão no Senhor e na Sua Vontade. As ovelhas amam o Senhor e a Sua Palavra, mas os cabritos amam o mundanismo e suas ferramentas de diversão.

Ne.8: 9 a 12 - E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força. E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber. Que grande característica do verdadeiro avivamento temos aqui: “Todo o povo chorava, ouvindo as Palavras da Lei”. Assim como no pentecoste, após a explicação da Palavra por Pedro, todo o povo foi constrangido ao arrependimento (Atos2:37 e 38). Toda a vida Cristã se inicia no arrependimento e no compungir-se, ou seja, sentir dor pelo pecado que habita em nossa natureza. A pregação genuína da Palavra sempre revela e desvenda nosso coração pecador, sempre nos impulsiona à conversão e mudança de direção. O povo escolhido, a Igreja de Deus, no velho testamento, chorava porque fora confrontada pelo pecado, foram lavados pela Palavra (João15: 3). Quem dera em nossos dias vivêssemos experiências assim! Acostumamo-nos a ver nos cultos pessoas chorando porque Deus não lhes concedeu seus mimos e desejos carnais, mas nunca porque enxergam a vergonha de uma vida sem santidade e sem zelo pela Glória Santa de Nosso Deus.

Então os levitas disseram: “Calai-vos, porque este dia é santo; e não estejais contristados”. Aqui, vemos que os levitas estavam ensinando uma maravilhosa verdade, isto é: que a “tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte”(IICor.7:10). Que tremenda revelação o Espírito nos concede nesta explicação, pois vemos que o coração do povo pode facilmente ser enganado. Assim, todos deveriam perceber que a tristeza segundo Deus tem um propósito específico a cumprir: Ela gera arrependimento para a Vida. Uma vez que cumpre este propósito, uma vez que houve arrependimento, conversão e abandono completo do pecado, então a tristeza se vai e uma grande alegria toma seu lugar. Mas uma situação muito, muito terrível ocorre quando há uma recusa em deixar o pecado, ou seja, quando o crente tem a revelação do erro em sua natureza e em seus atos, mas prefere não renunciar; ele, então, se “retira triste, porque era dono de muitas propriedades”(Mc.10: 22); muitas propriedades, muitas diversões e muitos atrativos podem prender o coração do crente neste mundo, de forma que ele já não seja um peregrino esperando por Seu Senhor, mas um mundano enganjado em viver plenamente no mundo que rejeitou nosso Senhor dizendo: “não queremos que este reine sobre nós”(Lc.19:14b). Assim, esta tristeza fica impregnando a vida do crente carnal, pois ele sabe que sua religião é aparente, não tem profundidade, é apenas superficial e de conveniência. Por fim, esta tristeza gera depressões e doenças emocionais, por isso os levitas ensinaram o povo que a tristeza pode “durar uma noite”, mas pela manhã, eles já poderiam se alegrar e festejar no Senhor. Só continuariam tristes aqueles que se apegassem aos antigos pecados e não tivessem atingido a alegria da conversão.

Ne.8:13 a 18 - E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei. E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim. E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito...“No dia seguinte ajuntaram-se a Esdras.......para atentarem nas Palavras da Lei”. Que ordem maravilhosa esta, o povo se reúne para atentar na Lei, ou seja, para aprender e para obedecer, que tremenda reunião! “Acharam escrito na Lei.....que os filhos de Israel habitassem em cabanas.....” Que tipologia mais sublime: o povo de Deus precisava lembrar, precisava atentar, e jamais esquecer que eram peregrinos, que não estavam em casa, que não deveriam fazer deste mundo sua casa, eles nunca deveriam deixar de ser peregrinos! Nosso Deus exigiu em Sua Lei que, em todos os anos, fosse celebrada a festa dos tabernáculos e, nesta festa, o povo habitasse em cabanas (Lev.23: 39a43).

Para que possamos entender a tipologia, para a Igreja, que esta festa representa, precisamos compreender o significado da Palavra tabernáculo. Esta Palavra em seu sentido original faz menção de habitar, ou seja, quando o povo de Deus peregrinava no deserto, o tabernáculo que Deus ordenara para o povo construir, representava a habitação de Deus no meio do povo. Deus estava morando ou tabernaculando com o povo no deserto, Deus habitava com os peregrinos.

O povo ainda não havia chegado na terra prometida, mas caminhavam peregrinos no deserto montando suas cabanas para dormirem e descansarem da longa viagem. Assim, Deus ordenara que eles sempre se lembrassem dessa peregrinação através desta festa anual e que, para sempre, o povo de Deus se lembrasse de jamais fixar suas raízes neste mundo, pois aqui, não passamos de peregrinos que devem “preferir ser maltratado junto ao povo de Deus, a usufruir os prazeres transitórios do pecado” (Heb.11: 25).

Neemias Capítulo 9


 "...Infelizmente, em nossos dias, nossas canções falam daquilo que se possa dar, daquilo que EU posso fazer, daquilo que EU tenho feito e daquilo que EU sou para Deus. Muitas falam da vitória mundana que Deus vai me dar, dos meus problemas e necessidades, das minhas doenças, temores e EU sou o centro de todo o culto".


Este capítulo do livro de Neemias é marcado pela oração de arrependimento, renúncia, confissão dos pecados e separação dos pecadores. Esta é, por completo, a essência deste capítulo.

Ne.9:1 a 4 - E, NO dia vinte e quatro deste mês, ajuntaram-se os filhos de Israel com jejum e com sacos, e traziam terra sobre si. E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniqüidades de seus pais. E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do SENHOR seu Deus uma quarta parte do dia; e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao SENHOR seu Deus. E Jesuá, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao SENHOR seu Deus.  O povo de Deus se ajunta para jejuar, orar e demonstrar sua compreensão acerca do pecado. Desta forma em atitude de obediência e respeito a Deus e Sua Lei eles “apartam-se de todos os estrangeiros”. A Lei do Senhor determinara completa separação e santidade para Seu povo. Como vemos na Lei: Deuteronômios 7:3 - Quanto às nações vizinhas “Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos”. Isto era a Santidade de Israel que, com o passar dos anos, começou a cair no
esquecimento. Passaram a imaginar que não fosse tão importante assim, que Deus não se importaria, que agora, depois de tantos anos, tantos acontecimentos, tantas mudanças na moda e costumes, Deus ainda se importasse com um detalhe que fora ensinado por Moisés cerca de mil anos atrás. Hoje, a Igreja está perto de completar dois mil anos de sua inauguração na Cruz do calvário e, talvez, tenhamos uma forte tendência a achar que muitos dos antigos ensinos devem ser relevados, e que a antiga separação da cultura pagã e dos costumes dos povos ímpios não precisa ser levada a sério, de forma que, pode tranquilamente, fazer parte da liturgia da Igreja contemporânea sem nenhum prejuízo espiritual
para a mesma.

Ne.9:5 a 8 - E os levitas, Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías, disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor. Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora. Tu és o SENHOR, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão. E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo. Que magnífica a atuação dos levitas que vemos aqui. Eles conclamam o povo da seguinte forma: “Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso Nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor”. Que ensino magnífico é este acerca de um culto aceitável a Deus! Podemos ver claramente que o povo é ensinado acerca da centralidade da Pessoa de Deus no culto, vemos que a adoração é dirigida a Deus, somente Deus é o centro, somente Ele é entronizado nos louvores. Infelizmente, em nossos dias, nossas canções falam daquilo que se possa dar, daquilo que EU posso fazer, daquilo que EU tenho feito e daquilo que EU sou para Deus. Muitas falam da vitória mundana que Deus vai me dar, dos meus problemas e necessidades, das minhas doenças, temores e EU sou o centro de todo o culto. Não quero dizer que esses judeus remanescentes não tinham doenças e problemas, na verdade, eles estavam empobrecidos, eram escravos, muitos estavam doentes e não possuíam hospitais e nem mesmo remédios ou qualquer plano de saúde para se apoiar, mas neste momento estavam reunidos diante do Senhor dos Exércitos, eles sabiam que Deus conhecia suas necessidades, pois escrito está: “porque vosso pai sabe o que vós é necessário, antes de vós lho pedirdes”.(Mt.6: 8). Eles não estavam afirmando que é errado levarmos todas as nossas necessidades a Deus, pois sabemos que devemos fazer isso sempre; mas esta, porém, era uma reunião de culto solene a Deus, onde Deus era o Rei, o Centro de toda a adoração; como eles ousariam tomar o tempo do culto ao Senhor com coisas voltadas ao homem e suas necessidades? Eles estavam centrados na Palavra de Deus, falavam dos feitos de Deus, arrependiam-se de seus pecados e compreendiam que todo o mal que veio sobre o povo estava enraizado no pecado que o povo cometera contra Deus. Eles se lembravam da promessa: “Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas (males) te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a Sua voz. Porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a seus pais”. (Dt.4:30 e 31). Sabiam que tudo o que tinham que fazer era conhecer e confiar no Senhor Deus “e todas as coisas lhes seriam acrescentadas”. Jamais poderiam direcionar cultos dentro da casa de oração que não tivesse a plena centralidade em Deus e em Sua Glória.

Ne.9:9 e 10 - E viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor junto ao Mar Vermelho. E mostraste sinais e prodígios a Faraó, e a todos os seus servos, e a todo o povo da sua terra, porque soubeste que soberbamente os trataram; e assim adquiriste para ti nome, como hoje se vê. Aqui vemos que o Senhor nos dá um tremendo ensino, o Senhor nos mostra que Ele deseja ter um povo que dê testemunho do Seu nome da terra. “Um povo Seu, Zeloso de boas obras”, que apresentem o caráter de Cristo em suas atitudes e que todos vejam que se trata de um povo especial.

Ne.9:11 a 15 - E o mar fendeste perante eles, e passaram pelo meio do mar, em seco; e lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas violentas. E guiaste-os de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo, para lhes iluminar o caminho por onde haviam de ir. E sobre o monte Sinai desceste, e dos céus falaste com eles, e deste-lhes juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. E o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, estatutos e lei lhes mandaste pelo ministério de Moisés, teu servo. E pão dos céus lhes deste na sua fome, e água da penha lhes produziste na sua sede; e lhes disseste que entrassem para possuírem a terra pela qual alçaste a tua mão, que lhes havias de dar. Vemos aqui o cuidado íntimo e zeloso de Deus com Seu povo.  “Deste-lhes juízos retos e Leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons”. Deus amarrou todas as coisas debaixo de ensino e fundamentos a serem seguidos, nada ficou à mercê da criatividade humana, nada deveria ser inventado ou copiado dos “povos da terra”, assim é, e sempre será, o formato das ordenanças santas de Deus! “Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o Senhor teu Deus” (Dt.8:5). Nosso Deus disciplina e açoita a todo aquele que recebe por filho. Todo verdadeiro cristão deverá aprender a se submeter a Deus e aos seus métodos. Infelizmente, para a Igreja, métodos carnais possuem resultados mais rápidos e, por isso, hoje as Igrejas preferem imitar o mundo ao invés de apartarem-se dele!

Ne.9:16 a 20 - Porém eles e nossos pais se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz e, na sua rebelião, levantaram um capitão, a fim de voltarem para a sua servidão; porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu não os desamparaste. Ainda mesmo quando eles fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito; e cometeram grandes blasfêmias; Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes iluminar; e isto pelo caminho por onde haviam de ir. E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede. Esta linda oração, feita pelos levitas, dirige-se a Deus com o objetivo de ensinar o povo, de mostrar que uma oração feita no culto público deve exaltar a Deus, deve lembrar os grandes feitos de Deus registrados na Bíblia. Vemos que ao mesmo tempo que exaltava a bondade e benevolência de Deus para com Seu povo, esta oração também fazia confissão de todos os pecados e da grande rebeldia que por tantos anos havia caracterizado o povo de Deus prendendo-os debaixo do jugo do pecado. “Nossos pais se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teu mandamentos” (Ne.9:16).

Ne.9:21 a 26 - De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam. Também lhes deste reinos e povos, e os repartiste em porções; e eles possuíram a terra de Siom, a saber, a terra do rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã. E multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e trouxeste-os à terra de que tinhas falado a seus pais que nela entrariam para a possuírem. Assim os filhos entraram e possuíram aquela terra; e abateste perante eles os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste na mão, como também os reis e os povos da terra, para fazerem deles conforme a sua vontade. E tomaram cidades fortificadas e terra fértil, e possuíram casas cheias de toda a fartura, cisternas cavadas, vinhas e olivais, e árvores frutíferas, em abundância; e comeram e se fartaram e engordaram e viveram em delícias, pela tua grande bondade. Porém se obstinaram, e se rebelaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que voltassem para ti; assim fizeram grandes abominações. Aqui são confessados os pecados do povo de Deus e a ingratidão que parece caracterizar esse povo. Verso 21 diz que suas roupas não envelheceram no deserto. Um milagre tremendo. No verso 26, diz que, apesar de tudo o que viram, logo se esqueceram e se rebelaram contra Deus. Perseguiram e mataram os profetas que Deus enviara para protestar contra suas atitudes malignas. E não tem sido isso uma constante no povo de Deus em nossos dias, quando cada um busca seus próprios interesses na casa de Deus?  Quando cada um busca “sua bênção e sua unção”?

Ne.9:27 a 38 - Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários. Porém, em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os deixavas na mão dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; e convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes. E testificaste contra eles, para que voltassem para a tua lei; porém eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais o homem que os cumprir viverá; viraram o ombro, endureceram a sua cerviz, e não quiseram ouvir. Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e testificaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras. Mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste, porque és um Deus clemente e misericordioso. Agora, pois, nosso Deus, o grande, poderoso e terrível Deus, que guardas a aliança e a beneficência, não tenhas em pouca conta toda a aflição que nos alcançou a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. Porém tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; porque tu tens agido fielmente, e nós temos agido impiamente. E os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não guardaram a tua lei, e não deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles. Porque eles nem no seu reino, nem na muita abundância de bens que lhes deste, nem na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles, te serviram, nem se converteram de suas más obras. Eis que hoje somos servos; e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela. E ela multiplica os seus produtos para os reis, que puseste sobre nós, por causa dos nossos pecados; e conforme a sua vontade dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado; e estamos numa grande angústia. E, todavia fizemos uma firme aliança, e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes. Vemos no verso 30 que os profetas, movidos pelo Espírito Santo, testificavam contra o povo que sempre se recusava a dar ouvidos, e Deus os entregara aos povos da terra! Não será isso que tem acontecido com nossas Igrejas entregues aos modismos e culturas mundanas que dominam nossos cultos? Será que a retirada do Espírito Santo causaria alguma diferença nas programações de nossos cultos? Será que esses festas solenes que temos oferecido a Deus testificam o testemunho de um Deus Santo para com Seu povo?

No verso 33 os levitas oram da seguinte forma: “Porém tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; porque tu tens agido fielmente, e nós temos agido impiamente”. Vemos que aqui o povo de Deus é um, e por causa dos pecados de alguns membros, todos padecem. E na verdadeira oração, os levitas se incluem e sabem que tudo o que acontece com o povo de Deus é responsabilidade de todos! Todos somos parte da Igreja e, se há transgressão, todos padecerão as consequências.

 

Neemias Capítulo 10


 "...Fica claro e inquestionável que ninguém  jamais poderia ter os dois, ou um ou outro! Ou a Lei, ou o mundo com seus lacaios e fermento".


Ne.10:1 a 27 - E OS que selaram foram: Neemias, o governador, filho de Hacalias, e Zedequias, Seraías, Azarias, Jeremias, Pasur, Amarias, Malquias, Hatus, Sebanias, Maluque, Harim, Meremote, Obadias, Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão, Abias, Miamim, Maazias, Bilgai, Semaías; estes eram os sacerdotes. E os levitas: Jesuá, filho de Azanias, Binui, dos filhos de Henadade, Cadmiel, E seus irmãos: Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, Mica, Reobe, Hasabias, Zacur, Serebias, Sebanias, Hodias, Bani e Beninu. Os chefes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, Buni, Azgade, Bebai, Adonias, Bigvai, Adim, Ater, Ezequias, Azur, Hodias, Hasum, Bezai, Harife, Anatote, Nebai, Magpias, Mesulão, Hezir, Mesezabeel, Zadoque, Jadua, Pelatias, Hanã, Anaías, Oséias, Hananias, Hassube, Haloés, Pilha, Sobeque, Reum, Hasabná, Maaséias, E Aías, Hanã, Anã, Maluque, Harim e Baaná.
O povo de Deus havia feito firme aliança de seguir o Senhor (Ne.9:38), e aqui no décimo capítulo de Neemias, temos uma importante lição a aprender. Podemos observar quão grande é a importância de uma liderança comprometida junto ao povo, pois “àquele que mais foi dado mais será cobrado”. Desta forma, os príncipes, os levitas e os sacerdotes tomam a frente para selar a aliança com o Senhor. Eles sabiam que para assumir esse compromisso precisariam ser exemplos para o povo, sendo os primeiros a cumprirem fielmente a Lei, separando-se dos povos da terra (mundanos) e consagrando-se ao Senhor em santidade.

Ne.10:28 - E o restante do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo, todos os que se tinham separado dos povos das terras para a lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham conhecimento e entendimento. Que belo sentido traz para nós esta frase das Santas escrituras, ela mostra uma resolução inexorável de nosso Deus; dois caminhos, uma escolha: Os povos da terra ou a Lei de Deus. Fica claro e inquestionável que ninguém, jamais, poderia ter os dois, ou um ou outro! Ou a Lei, ou o mundo com seus lacaios e fermento. É muito triste que em nosso tempo, muitos cristãos  têm-se esquecido do solene aviso de Deus (IICor.6:17)- “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos diz o Senhor; e não toqueis nada imundo e eu vos receberei”.

Muitos em nossos dias utilizam um suposto evangelismo como pretexto para a íntima comunhão com o mundo; mas se fossem sinceros em suas intenções saberiam que o evangelho não é uma bandeira de paz com o mundo, mas um grito de alerta ao arrependimento; nós não somos diplomatas, somos profetas, não fazemos acordos ou concessões com mundo, não imitamos seus costumes, seu formato ou sua cultura, antes, somos “transformados pela renovação do nosso entendimento para experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita Vontade de Deus” (Rm12:2); O Senhor Jesus jamais disse: vim trazer conciliação e paz, antes, pelo contrário, Ele disse: “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; Porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três” (Lc.12:49,5 e52). Faz-se necessário explicar que Jesus é o príncipe da Paz para todos quantos O receberam (João1:12) e o juízo e a condenação para todo mundano que o rejeita. “Mas quem não crê, já está condenado, porquanto não crê no Nome do Unigênito Filho de Deus” (João3:18). Ele é o príncipe da Paz entre Deus e o seus eleitos e o juízo de condenação para os que fazem opção pelo mundo.

Ne10:29 - Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres dentre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos... “Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres dentre eles”. Aqui vemos que não deveria haver diferenças entre o povo, todos são iguais perante Deus, todos deveriam atender igualmente aos preceitos da Lei e não estar amparado em títulos ou cargos, ninguém possuía imunidade parlamentar, todos estavam debaixo do mesmo jugo da Lei. “Convieram num anátema e num juramento”. Em outras palavras, entraram em um acordo sob o peso de um juramento ou promessa e, também, de um anátema ou maldição, ou seja, promessa para os obedientes e maldição para os desobedientes.

Ne.10:30 a 33 - E que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos. E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria, e qualquer grão para venderem, nada compraríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e no sétimo ano deixaríamos descansar a terra, e perdoaríamos toda e qualquer cobrança. Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da casa do nosso Deus; Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, para as festas solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus...“Não daríamos as nossas filhas aos povos da terra”. Nesta etapa solene do juramento estava a questão da santidade ou separação de toda a imundície e cultura dos povos pagãos. Como parte do solene juramento, estava, também, o cumprimento de toda a Lei mosaica em sua íntegra. Todas as obrigações referentes ao ano sabático, em que não se poderia plantar ou colher ou fazer comércio de propriedades por um período de um ano; A guarda, igualmente importante, do sábado, o dia do descanso na Lei mosaica, que o Espírito Santo ordenou que a Igreja guardasse como o Dia da ressurreição do Senhor Jesus, Dia em que Ele DESCANSOU de toda a Sua obra na Cruz do calvário(Isaías 53:11 e 12) e, portanto, O DOMINGO, é o dia Santo para os cristãos em todo o mundo e, também o dia em que se comemora a ceia do Senhor (Atos20:7).

Nos versos 32 e 33, vemos as demais partes da Lei mosaica que fora ordenada para o povo de Israel guardar na velha aliança, e que deveria ser obedecida com todo o rigor até que tudo se cumprisse no sacrifício perfeito do Senhor Jesus. Como Ele mesmo disse: “Vim cumprir a Lei” (Mt.5:17). Por isso o Senhor Jesus conclui: “A Lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele. É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei” (Lc.16:16 e 17), por isso, pelo fato de que a Lei jamais será revogada, o Filho do Homem teve de suportar toda a maldição da Lei em nosso lugar (Gal.3:13), para que nós, “sem as obras da Lei” (Rom.3:28), fôssemos justificados em Cristo Jesus Nosso Senhor (Rom.8:3).

Ne.10: 34 a 37- Também lançamos sortes entre os sacerdotes, levitas, e o povo, acerca da oferta da lenha que se havia de trazer à casa do nosso Deus, segundo as casas de nossos pais, a tempos determinados, de ano em ano, para se queimar sobre o altar do SENHOR nosso Deus, como está escrito na lei. Que também traríamos as primícias da nossa terra, e as primícias de todos os frutos de todas as árvores, de ano em ano, à casa do SENHOR. E os primogênitos dos nossos filhos, e os do nosso gado, como está escrito na lei; e que os primogênitos do nosso gado e das nossas ovelhas traríamos à casa do nosso Deus, aos sacerdotes, que ministram na casa do nosso Deus. E que as primícias da nossa massa, as nossas ofertas alçadas, o fruto de toda a árvore, o mosto e o azeite, traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades, da nossa lavoura....“Os primogênitos de nossos filhos e os do nosso gado, como está escrito na Lei........ traríamos a casa de Nosso Deus, aos sacerdotes”. Podemos ver aqui a grande responsabilidade dos sacerdotes em receber e administrar as ofertas sagradas do Senhor, e a preocupação que sempre deve envolver o povo de Deus em obedecer o Senhor com todos os detalhes, porque nosso Deus é um Deus que se importa com os detalhes, Ele a tudo ordena e coloca em seu devido lugar.

Ne.10:38 a 39 - E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro. Porque àquelas câmaras os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas do grão, do mosto e do azeite; porquanto ali estão os vasos do santuário, como também os sacerdotes que ministram, os porteiros e os cantores; e que assim não desampararíamos a casa do nosso Deus....“Os dízimos dos dízimos à casa de nosso Deus”. Esta passagem faz referência ao fato de que os sacerdotes deveriam receber os dízimos do povo e, desses dízimos, deveriam retirar a parte que eles mesmos ofereceriam ao Senhor como seu dízimo pessoal; mostrando que, mesmo os sacerdotes que recebiam dízimos do povo, também deveriam dizimar, e as obrigações impostas ao povo comum, também eram ordenadas aos sacerdotes; eles não eram privilegiados, nem mesmo considerados pessoas “acima da Lei”.


Neemias Capítulos 11 e 12


"...a primeira e mais nobre atitude foi a purificação de tudo e de todos que se ofereceriam ao Senhor, não só as pessoas deveriam se purificar, mas também os objetos e utensílios. Quão lamentável ver que em nossos dias já não ocorre essa preocupação, antes, de tudo o que se oferece ao Senhor, a grande preocupação é com aquilo que o público poderá gostar, independente da Soberana Vontade de Deus".

Ne.11:1 a 3 - E OS líderes do povo habitaram em Jerusalém, porém o restante do povo lançou sortes, para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes nas outras cidades. E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam para habitar em Jerusalém. E estes são os chefes da província, que habitaram em Jerusalém; porém nas cidades de Judá habitou cada um na sua possessão, nas suas cidades, Israel, os sacerdotes, os levitas, os servidores do templo, e os filhos dos servos de Salomão... “Os líderes do povo habitaram em Jerusalém”. Esta foi uma atitude sábia e importante dos líderes, pois a cidade de Jerusalém estava, ainda, em fase de reconstrução, havia muitas ruínas, o comércio, a segurança e o conforto eram precários, de forma que seria muito mais cômodo e conveniente morar nas cidades ao redor, pois possuíam melhor infra-estrutura. Temos, nesta atitude dos líderes, um excelente exemplo, pois abriram mão da conveniência e do bem estar em prol do Reino de Deus. O povo sempre irá necessitar de líderes que não apenas indiquem o que fazer, mas façam juntamente.

O desejo de Deus era que Jerusalém fosse o testemunho terreno de dEle na antiga aliança. Vemos em Ne.1:9 e Dt.16:6 que o Senhor havia ordenado a existência de um lugar para os sacrifícios e para o culto. Isso não poderia ser modificado conforme a inspiração ou vontade do homem, uma ordenança de Deus deve ser obedecida sempre, não importa se ela pareça lógica ou não aos olhos humanos. Desta forma, coube aos líderes do povo a atitude de habitar em Jerusalém e cuidar da completa reconstrução da cidade santa que Nosso Deus escolhera para Sua habitação e testemunho sobre a terra.
         
Hoje precisamos de líderes capazes de dar bons exemplos de sacrifícios ao povo de Deus. Temos visto líderes que até pregam sobre oração e jejum, mas nunca praticam com veemência o que ensinam. Hoje a prática diária da oração, na grande maioria dos cristãos professos não passa de quinze minutos. Isso é muito lamentável, pois Deus espera que sejamos como os primeiros líderes da Igreja que davam o exemplo deixando os demais afazeres para dedicar-se à prática da oração e do estudo da Palavra, que era a prioridade da Igreja nos tempos antigos (Atos 6:4). Mas parece que, no que se refere ao moderno tempo presente, diz-nos o Espírito de Santo: “Salvai-vos desta geração perversa” (Atos 2:40).  

Ne.11:4 a 6 - Habitaram, pois, em Jerusalém alguns dos filhos de Judá e dos filhos de Benjamim. Dos filhos de Judá, Ataías, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias, filho de Maalaleel, dos filhos de Perez; E Maaséias, filho de Baruque, filho de Col-Hoze, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, filho de Siloni. Todos os filhos de Perez, que habitaram em Jerusalém, foram quatrocentos e sessenta e oito homens valentes. Assim eram classificados aqueles que decidiam obedecer ao Senhor não importando as circunstâncias.

Ne.11:23 - Porque havia um mandado do rei acerca deles, e uma certa regra para os cantores, cada qual no seu dia. Aqui podemos ver, uma perfeita ordem para o culto, pois aquilo que o Rei Davi havia estabelecido na casa do Senhor, SEISCENTOS anos antes deste episódio, ainda deveria ser obedecido com a mesma diligência. Nada estava aberto à criatividade carnal humana, os cantores não poderiam desfilar seus egos em meio ao palco, deveriam apenas obedecer! Sendo Deus o único a receber as homenagens e os aplausos, somente Ele é digno de ser Ovacionado, Glorificado e Exaltado. 

Ne.12:1 a 8 - ESTES são sacerdotes e levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesuá: Seraías, Jeremias, Esdras, Amarias, Maluque, Hatus, Secanias, Reum, Meremote, Ido, Ginetoi, Abias, Miamim, Maadias, Bilga, Semaías, Joiaribe, Jedaías, Salu, Amoque, Hilquias, Jedaías; estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesuá. E os levitas: Jesuá, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias; este e seus irmãos dirigiam os louvores.  Zorobabel, era o sacerdote que liderava os demais. Esdras estava com ele e provavelmente deveria ser um sacerdote-escriba, pois muitos acreditam que ele tenha escrito o livro que leva seu nome, uma parte do livro de Crônicas e também o livro de Neemias, pois deve ter tido acesso ao diário de Neemias de onde tirou muitas informações e, segundo o livro apócrifo de 2Macabeus 2:13-15, ele teve acesso à biblioteca de documentos escritos reunida por Neemias. 

Ne.12:26 - Estes viveram nos dias de Jeoiaquim, filho de Jesuá, o filho de Jozadaque; como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba. Aqui temos um esclarecimento sobre os dias do governador Neemias e do sacerdote Esdras, o escriba. Os escribas possuíam a belíssima e nobre função de fazer cópias das escrituras sagradas, e de preservar e guardar seus originais. Seu trabalho era maravilhoso e santo, e graças a eles, com a ajuda e supervisão de Nosso Deus a Bíblia foi preservada intacta até os nossos dias.

Ne.12:27 a 31 - E na dedicação dos muros de Jerusalém buscaram os levitas de todos os seus lugares, para trazê-los, a fim de fazerem a dedicação com alegria, com louvores e com canto, saltérios, címbalos e com harpas. E assim ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém, como das aldeias de Netofati; Como também da casa de Gilgal, e dos campos de Geba, e Azmavete; porque os cantores edificaram para si aldeias nos arredores de Jerusalém. E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, as portas e o muro. Então fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro, e ordenei dois grandes coros em procissão, um à mão direita sobre o muro do lado da porta do monturo... “Purificaram os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, as portas e o muro”. Que maravilhoso ensino temos aqui; uma grande festa de consagração estava sendo ofertada ao Senhor para a inauguração dos muros da cidade, havia então, uma solene preocupação com a opinião de Deus acerca do que iam fazer. Então, a primeira e mais nobre atitude foi a purificação de tudo e de todos que se ofereceriam ao Senhor, não só as pessoas deveriam se purificar, mas também os objetos e utensílios. Quão lamentável ver que em nossos dias já não ocorre essa preocupação, antes, de tudo o que se oferece ao Senhor, a grande preocupação é com aquilo que o público poderá gostar, independente da Soberana Vontade de Deus. Partem da terrível e enganosa máxima popular: “se eu gosto, Deus também gosta”. Isto é algo que jamais encontraremos na Palavra de Deus, pois ela nos ensina que enganoso e perverso é o coração do homem com seus sentimentos (Jr.17:9). 

Ne.12:43 - E ofereceram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram; porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe. Que ensino maravilhoso o Espírito Santo nos dá nesta tão rica passagem: Eles fizeram sacrifícios de louvor e adoração ao Senhor, exaltaram ao Senhor segundo o ensino dos escribas e sacerdotes, segundo os ritos estabelecidos pelos antigos reis David e Salomão. Certamente eles haviam aprendido muitos ritmos e estilos na Babilônia dos caldeus, eles haviam passado lá 70 anos, tempo suficiente para uma geração inteira ter nascido em um novo tempo e nova cultura, pois estavam na caldéia; mas este povo não se dobrou às circunstâncias, não se moldou ao estilo caldeu de ser, não abandonou seus antigos cânticos e ritos, eles não assimilaram o mundo para influenciar o mundo, eles se santificaram e se separaram de tudo o que haviam visto na Babilônia. Sentiram grande alegria no culto prestado ao Senhor, não porque os ritmos e práticas estimulassem suas sensações carnais, mas porque DEUS OS ALEGRARA com grande alegria. Como é maravilhosa a ação do Espírito de Deus comunicando ao nosso espírito, testificando as coisas santas e nos ensinando acerca dos louvores agradáveis a Deus “Conforme ao mandado de Davi e de seu filho Salomão”(Ne.12:46). Nada era inventado pela mera criatividade humana, havia uma liturgia pré-estabelecida, havia uma ordem dada a mais de 600 anos, ninguém achou que os ensinos dos pais estava antigo demais, antes, pelo contrário, honraram ao Senhor obedecendo nos detalhes, preocupados em agradar a Deus primeiro e deixando que Deus alegrasse o povo com santa alegria vinda do alto, não com frenesi vindo do mundo e das emoções carnais.

Neemias Capítulo 13

                                                                                                                         
''...Neemias deixa claro que esses que toleravam a mistura, esses que recusavam separar-se do mundo, não poderiam ter comunhão com o povo santo!''.


Ne.13:1 a 3 - NAQUELE dia leu-se no livro de Moisés, aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, Porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes contra eles assalariaram a Balaão para os amaldiçoar; porém o nosso Deus converteu a maldição em bênção. Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel todo o elemento misto. Nestes versículos, o Senhor nos ensina uma lição importantíssima acerca da Santidade do nosso Deus. O Senhor ordena que os amonitas e moabitas não participassem da congregação dos filhos de Israel. O Senhor havia separado um povo por sua descendência racial. Ele separou um povo Seu, zeloso de boas obras, um povo que deveria, exclusivamente, ser dEle e que não se contaminaria com outros povos e costumes (Dt.23:2a6). O Senhor dera ordem clara em Suas ordenanças dizendo assim:
Rejeitaram os estatutos e a aliança que(Deus) fizera com seus pais, como também as suas advertências (avisos) com que(Deus) protestara contra eles; seguiram os ídolos (“evangélicos”) e se tornaram vãos, e seguiram as nações (hábitos, costumes e cultura) que estavam em derredor deles, das quais o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem (não copiassem seus costumes, festividades e diversões carnais) - 2 Reis 17:15.

Deus promete libertação de Seu povo e separação de todos os outros povos (Isaías 52:10a12). Precisamos ter uma clara compreensão acerca da Santidade do Nosso Deus e de como Ele conduz seu povo em cada época da história e em cada Testamento (Antigo e Novo), vejamos então:

No Velho Testamento, ou Antiga Aliança Deus separa e santifica para Si um povo conforme sua raça ou descendência. No Novo Testamento Deus se utiliza dos mesmos conceitos de santidade, e irá separar um povo para Si conforme sua natureza, não mais pela raça e sim pelo Selo do Espírito SANTO (Efésios1:13). Deus classifica dois tipos de pessoas em sua essência, Ele separa aqueles que nasceram apenas uma vez, (Rom.5:12), ou seja, aqueles que nasceram somente da carne (João 3:6a e João 6:63) daqueles que nasceram duas vezes , tiveram um novo nascimento, nasceram do Espírito Santo (João3: 6b). Ao nascer do Espírito, tornaram-se espirituais, nasceram de novo, foram revestidos de uma nova natureza (João1:13), natureza divina, uma nova essência, tornaram-se filhos de Deus (João1:12).

Deus anuncia que esses dois tipos de homens estariam sobre a terra e que “o nascido segundo a carne” perseguiria “o nascido segundo o Espírito” (Gálatas4:29). Uma perpétua inimizade estava estabelecida e Deus ordenara a todos os que dEle nascessem que se separassem de todo os que nasceram uma única vez (IICor.6:17 e IITessalonicenses 3:6). Os nascidos de Deus não vivem na prática do pecado (IJoão5:18), não podem misturar-se com aqueles que andam em obediência ao espírito governante deste mundo (IJoão5:19), porque estes possuem um forte amor pelo sistema regente no mundo (IJoão2:15), são dominados e aprisionados pela tríplice estrutura de domínio que o príncipe das trevas organizou afim de escravizar toda a humanidade perdida (IJoão2:16). Antes de estudarmos essa tríplice cadeia do inferno, concluímos então, que aos olhos de Deus existem apenas dois tipos de pessoas em todo o universo e que elas jamais poderão estar misturadas em sua essência, ainda que possam conviver no trabalho, na escola, nas repartições e até mesmo na mesma Igreja local, contudo, sempre estarão separadas por natureza, hábitos, costumes e cultura (ICor.5:2). Deus ordenara sua separação, e também o fato de que aquele nascido somente da carne, iria sempre, perseguir aquele que de Deus foi gerado, o qual verdadeiramente, nasceu de novo.

Agora vamos estudar, separadamente, cada uma das algemas da tríplice cadeia do inferno que aprisiona os nascidos somente da carne ao sistema regente neste mundo, vejamos (I João2:16):

-Concupiscência da  carne: Tudo aquilo que o mundo utiliza para estimular nossos instintos carnais.
Para que possamos compreender essa cadeia, precisaremos compreender quais são nossos mais básicos instintos carnais. São eles: Fome, sede, preservação da espécie (desejo sexual). Como satanás poderá trabalhar para estimular esses instintos e nos aprisionar com forças tremendas a este mundo?

Ele jamais fará isso de forma explícita, pois neste caso, seria facilmente descoberto; ele faz isso de forma velada, ele faz o homem estar sempre pensando em seu estômago, nas lanchonetes, bares, comidas exóticas, no desejo de trabalhar e envolver-se cada vez mais em atividades que mantenham suas despensas e prateleiras cheias com “os recursos deste mundo” (Lc.12: 19) e o conforto de uma vida regalada. Os instintos sexuais, em sua grande maioria são ativados por aquilo que se vê, aquilo em que fixamos nossos olhos, que se olha por longo tempo, principalmente na TV. Os apelos sexuais aumentam dia após dia, cada vez mais os homens amam seus lazeres, suas televisões, suas navegações na rede. Contam com grande alegria acerca das vultuosas somas gastas em televisões e sistemas de som. Investem também em canais privados onde se deliciam com as propagandas e todas as formas de consumo e entretenimentos pelos quais lutarão com todas as forças para adquirir, afundando-se, dia após dia, no desejo de serem felizes neste mundo, esquecendo o Reino porvir.

-Concupiscência dos olhos: “Os olhos são a lâmpada do corpo, se os olhos forem bons, todo o corpo terá luz” (Mt.6: 22). Como nos ensinou o Senhor Jesus, os olhos não são seduzidos apenas por apetites sexuais, pois nem todos cairão pelas mesmas armadilhas. Aqui, nesta cadeia, o inimigo utilizará as belezas e encantos deste mundo para seduzir aqueles que não caíram por outros meios. Lembro-me de um hino que dizia assim: “Passarinhos, belas flores, querem me encantar... são vãos terrestres esplendores, mas contemplo o meu lar...” O Autor desse belo hino, dizia que apreciava todas as maravilhosas obras que Deus fez neste mundo, mas o que ele, realmente, mais desejava, era estar para sempre junto ao Deus que fez as belas obras. Infelizmente, a grande maioria dos cristãos perderam a visão de peregrinos neste mundo e, através das concupiscência dos olhos, estão fascinados com os Shoppings, com os cinemas, com as belas artes de Hollywood, com o consumo desenfreado de tantos prazeres mundanos que chegam ao cúmulo de dizer que é agradável a Deus que tenham uma vida de prazeres. Quando acabam de comprar mais um bem de consumo, como um carro ou uma casa, escrevem em grandes letras: “Foi deus que me deu, se você servir a este mesmo deus que eu sirvo (Mamon-Mt.6:24), ele também te dará bens neste mundo”. O deus deste século promete riquezas neste mundo (Lc.4:6), mas o Deus dos Céus, o Deus da Bíblia diz: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que Têm riquezas”( Marcos10:23).

-Soberba da vida: Em algumas traduções mais modernas, esta cadeia aparece com a seguinte frase: “ostentação dos bens”. Esta frase possui o mesmo sentido e amplia o significado da tradução mais antiga que diz “soberba da vida”. Perguntamos então: O que significaria essa cadeia? Como se interpreta aos olhos de Deus, a soberba da vida ou a ostentação dos bens? Muito simples, queridos irmãos, vejamos um exemplo: Quem de nós um dia não sentiu prazer em exibir seus novos óculos escuros de griffs caras, suas novas roupas de etiqueta, sua nova moto ou carro, e até dar testemunho na Igreja acerca dessa aquisição? Quantos de nós, algum dia, já não desejou aparecer no telão da Igreja para mostrar suas “boas obras” em nome de Deus?
Isso se chama soberba da vida, ostentação dos bens e dos feitos. Quantos de nós já não trabalhou intensamente em busca do reconhecimento profissional, em busca da fama, em busca da recompensa terrena, seja no mundo secular ou na casa de Deus? Isso é soberba da vida!

Satanás disse ao Senhor Jesus: “Transforma essas pedras em pão”, ou seja, mostre que
você é o Filho de Deus, mostre sua capacidade, seu talento, cative o coração da platéia com seus “dons”. Isso é soberba da vida! Talvez, venhamos a nos perguntar: “Se é assim, então quem poderá ser salvo?”(Mc.10:26). Jesus é a Verdade, Ele nunca mentiu, Ele deixou claro que a porta estreita leva ao Reino de Deus, a porta larga leva ao reino dos homens (Lc.16:15), inicialmente, e o seu fim é o inferno de fogo e enxofre. Precisamos escolher por qual porta iremos entrar, porque ninguém poderá servir a “dois senhores”.

Assim, compreendemos a essência das duas espécies de pessoas que habitam o planeta terra. Os nascidos de Deus, que possuem a mente de Cristo (ICor.2:16) e os nascidos somente da carne,que possuem a mente do mundo (ICor.2:12e14). Estas duas classes de pessoas, que podem ser encontradas dentro da Igreja, ou nas repartições públicas e em lugares comuns do mundo, talvez não estejam separadas geograficamente ou etnicamente, mas, por ordem de Deus, estarão essencialmente separadas por toda a eternidade, pois seguem caminhos diferentes, e a santidade de Deus não permite comunhão entre as suas naturezas e afeições. Foi assim no período de Neemias, foi assim na vida do Apóstolo Paulo e será assim na vida de todo verdadeiro discípulo de Cristo Jesus nosso Senhor.

Ne.13: 4 - Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias; Após todo o ensino acerca da Santidade, veja que acontecimento incrível: “Eliasibe (membro nominal do povo de Deus), sacerdote encarregado da câmara da casa do nosso Deus (parte financeira), se tinha aparentado com Tobias (político)”. Vejam que abominação ocorreu junto ao povo de Deus, que aliança espúria, que coisa horrível fez o líder do povo de Deus chamando Eliasibe. Vejamos a conseqüência desta união abominável:

Ne.13:5 - E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se depositavam as ofertas de alimentos, o incenso, os utensílios, os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. O político ímpio Tobias agora tinha uma “câmara grande” dentro da casa de Deus. Ele poderia cuidar dos dízimos que antes ali eram depositados, ele cuidaria dos
bens da Igreja. É possível até que Tobias pudesse ser um ótimo administrador e trazer muitas riquezas para a casa de Deus com seus projetos e sonhos de grandeza, mas isso seria um sacrifício aceitável ao Senhor???

Ne.13:6 a 9 - Mas durante tudo isto não estava eu em Jerusalém, porque no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, fui ter com o rei; mas após alguns dias tornei a alcançar licença do rei. E voltando a Jerusalém, compreendi o mal que Eliasibe fizera para Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da casa de Deus. O que muito me desagradou; de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus, com as ofertas de alimentos e o incenso. Aqui vemos uma notável diferença entre os dois tipos de crentes: Neemias, o servo fiel, e Eliasibe, o crente aparentado com o mundo. Ambos pertencem à mesma Igreja, fazem parte do povo de Deus, mas possuem atitudes muito diferentes. Eliasibe (carnal), faz aliança com Tobias, cria para ele uma participação na casa de Deus, para isso, Eliasibe remove os utensílios Santos, móveis e demais estruturas da casa e coloca em seu lugar os “móveis” de Tobias! Vemos que a casa de Deus, aparentemente, ainda é a mesma, todos poderiam dizer que fisicamente, externamente, é a mesma Casa, mas os olhos espirituais verão que grande mudança ocorreu em seu interior, que grandes mudanças ocorreram em suas “recâmeras”, em seus lugares mais escondidos e reclusos.

Óh irmãos! Quão sutil costuma ser nosso arquiinimigo satanás, quão ardilosamente ele tem conseguido alianças com o povo de Deus, quão terrivelmente ele tem labutado para colocar suas mobílias nas câmaras da Igreja do Senhor. Que possamos ser como Neemias, ele não se conformava simplesmente com o curso das coisas! Ele não desistia do seu Deus; Ele reagiu, ele lutou, se indignou e tomou atitudes: “Atirei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. Então ordenei que se purificassem as câmaras, e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus”. Que atitude maravilhosa podemos ver aqui! Que tremenda obra de restauração. Oxalá, pudéssemos restaurar a casa de Deus à antiga piedade e reverência a tanto perdida em nossos dias.

Ne.13:10 a 14 - Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra. Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus? Porém eu os ajuntei, e os restaurei no seu posto. Então todo o Judá trouxe os dízimos do grão, do mosto e do azeite aos celeiros. E por tesoureiros pus sobre os celeiros a Selemias, o sacerdote, e a Zadoque, o escrivão e a Pedaías, dentre os levitas; e com eles Hanã, filho de Zacur, o filho de Matanias; porque foram achados fiéis; e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos. Por isto, Deus meu, lembra-te de mim e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e às suas observâncias. Aqui vemos algo muito especial acontecendo com a casa de Deus. Neemias começa a restaurar a ordem das coisas. Ele inicia restaurando os levitas e cantores aos seus postos. Os levitas deveriam ministrar na casa de Deus. Deveriam cuidar dos sacrifícios e das ofertas alçadas ao Senhor, tinham muitas funções e trabalhos. Talvez em nossos dias, alguns modernistas possam dizer que uma Igreja “relevante” é aquela que faz boas obras sociais e trabalha junto ao estado ou à iniciativa privada, a fim de proporcionar ao mundo uma sociedade mais justa. Este belíssimo discurso tem seduzido a muitos cristãos de nossos dias. Porém, o Senhor Jesus disse: “Que dizeis vós do Filho do homem? Pedro responde: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” O Senhor então responde: Pedro, não foi carne ou sangue e nem qualquer argumento ou fundamento humano que te revelou isso, “mas meu Pai que está no céu e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt.16: 15a18). Que tremendo ensino nos dá o Senhor acerca da compreensão que devemos ter da Sua Igreja e de Sua missão, pois estão condicionadas a uma revelação do Pai; homens não podem compreender isso! Homens por motivos interesseiros e egoístas, buscam todas as técnicas possíveis para transformar a Igreja em uma ONG,  aceitável e elogiável ao mundo, afirmam que a Igreja “relevante” trabalha no social, tem interesses no bem comum. Óh, quanto isso parece louvável aos homens de negócios que recebem congratulações e tapinhas nas costas por seus feitos em prol do social! Mas a casa de oração, o templo do Espírito Santo, a nação Santa, a geração eleita de Deus arrancou suas raízes deste mundo e sua mais relevante obra é uma completa ruptura com o sistema corruptor do príncipe das trevas. Ela restaura o culto a Deus, exalta a Deus e seus sacrifícios por mais loucos e sangrentos que pareçam aos falsos crentes, sobem como cheiro suave às narinas de Nosso Deus! Os verdadeiros crentes sempre serão cheios de amor ao próximo e farão muitas obras sociais, mas nunca utilizarão isso como plataforma de auto-promoção e nem mesmo farão disso o objetivo de ser da Igreja. Pois a reunião da Igreja é um sacrifício de louvor ao nosso Deus, uma promoção da mensagem da cruz e não uma ferramenta de socialização mundana. Somos chamados ao deserto onde Deus nos
fala ao coração (Oséias2:14) e não ao Egito, para construir monumentos mundanos (ISamuel 15:12).

Ne.13:15 a 22 - Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixe e toda a mercadoria, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. E contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe o nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua ira sobre Israel, profanando o sábado. Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Então os negociantes e os vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes. Protestei, pois, contra eles, e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado. Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisto também, Deus meu, lembra-te de mim e perdoa-me segundo a abundância da tua benignidade...“Naqueles dias, vi em Judá, os que pisavam lagares aos sábados”. Como afirmou Willian Kelly: “Não pretendo dizer que estamos debaixo da Lei do sábado, mas digo que precisamos de graça e que o Dia da Graça (domingo da ressurreição), devia ser, pelo menos, tão importante aos nossos olhos como o sábado era para o homem da Lei. E seria uma coisa pecaminosa se nós tomássemos vantagem do dia do Senhor para os nossos fins egoístas. O dia do Senhor tem um caráter de Santidade superior ao dia de sábado. O Dia do Senhor tem um caráter de graça sobre todos os filhos da Graça. Nunca devemos esquecer isto. Não é que não devemos utilizá-lo no espírito de Graça e liberdade; mas usá-lo para proveito próprio não é usá-lo para Cristo. É fazer o que fazem os gentios que não conhecem a Deus. Que jamais venhamos a ser como eles”.

Ne.13:23 a 25 - Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. E seus filhos falavam meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. E contendi com eles, e os amaldiçoei e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos, e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos...“Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas”. Podemos perceber que a contaminação do povo de Deus é sempre progressiva. Um deslize do sacerdote Eliasibe, que se aparentou com mundo, unindo-se a Tobias, aparentemente algo sem muita importância, algo que muitos diriam “não ter nada a ver”, porém, este gesto abriu a janela da contaminação, pois quando o líder não se preocupa em dar o exemplo de uma vida santa, rapidamente os liderados irão pelo mesmo caminho. É isso que vemos aqui, uma desobediência coletiva, o povo de Deus começa a misturar-se com o povo do mundo em casamentos mistos e pecaminosos.

Seus filhos falavam meio asdodita”. Que estranho sotaque era esse! O Povo separado, o povo santo, agora possuía filhos com uma língua misturada, um estranho sotaque. “Falavam meio asdodita”. Como é triste quando, em nossos dias, após a reunião da Igreja, muitos crentes se reúnem para discutir acerca do campeonato de futebol, acerca dos seriados da televisão, as notícias do mundo artístico, eles não sabem discutir assuntos Bíblicos, eles perderam o coração de peregrinos, estão inteirados nos assuntos deste mundo, possuem o sotaque e a cultura de um povo mundano. Como deveria ser maravilhosa a chegada de Abraão em Canaã, todos deveriam dizer, este homem é um estrangeiro, ele não fala nossa língua! Mas o que vemos hoje no povo de Deus, é que estamos aparentados com este mundo, nossos assuntos, gostos e preferências, não passam de um mundanismo refinado, um erotismo menos apimentado, uma lascívia menos marcante, uma luxúria menos agressiva, um mundanismo maquiado, uma mente carnal e um sotaque egípcio. Infelizmente, o mundo não pode nos rejeitar, pois, para ele, somos patrícios e não estrangeiros peregrinos; temos trocado o linguajar celestial pelo sotaque cananeu!

Contendi com eles, e os amaldiçoei e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos”. Como essa atitude pode parecer estranha em nossos dias! Como um líder do povo de Deus poderia ter uma atitude tão radical e sangrenta contra o pecado? Espancar, agredir, arrancar os cabelos! Deveríamos agir da mesma forma em nossos dias em que o mundo tem-se aparentado tanto de nossas Igrejas? Gostaria de citar uma frase do Espírito Santo para a Igreja Neotestamentária: “Toda a escritura (Velho testamento) é divinamente inspirada, e proveitosa (útil, eficiente, atual) para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (2Tim.3:16).

É óbvio que nos tempos da Nova Aliança, certas práticas adotadas na Antiga aliança, não são mais aplicáveis literalmente, já que vivemos no ministério da Graça e não da Lei, no entanto, quero esclarecer o texto de 2Timóteo, pois este nos diz que toda escritura é inspirada e apta para o ensino, isso significa que devemos aprender com as atitudes e exemplos registrados no Velho Testamento e, aqui, nesta atitude de Neemias, vemos um homem que não brincava com o pecado, ele sabia o significado de santidade e separação, ele fez o que foi necessário para instruir e servir de exemplo ao povo de Deus, ele não relevou, não titubeou, ele agrediu o pecado, não permitiu a mistura mundana, ele foi às últimas conseqüências! Não deveríamos seguir o exemplo deixado por este homem de Deus?

Ne.13:26 a 31 - Porventura não pecou nisto Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo ele amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E contudo as mulheres estrangeiras o fizeram pecar. E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras? Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, por isso o afugentei de mim. Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também a aliança do sacerdócio e dos levitas. Assim os limpei de todo o estrangeiro, e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra. Como também para com as ofertas de lenha em tempos determinados, e para com as primícias; lembra-te de mim, Deus meu, para bem...“Porventura não pecou nisto Salomão........?” Que triste registro temos aqui: O grande rei Salomão que deveria, unicamente, ser lembrado por ter sido o mais sábio de todos os homens é, aqui, lembrado por ter sido um desobediente, por ter manchado seu ministério e ter sido causa da divisão da nação de Israel (IReis11:9a11). Este é um fato lamentável, uma triste verdade retratada na Santa Palavra de Deus; não deveríamos atentarmos para tão terríveis conseqüências? Salomão, um líder sábio e abençoado, não atentou para um detalhe, não imaginou que suas mulheres estrangeiras pudessem lhe contaminar o coração. Quantos de nós não estamos brincando com a mistura, quantos de nós não temos feito vistas grossas a pequenos pecados, pequenas permissividades, sem imaginar o tamanho da desgraça que isso poderá gerar em nossa caminhada cristã?

Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, por isso o afugentei de mim”. Oh! Quantos em nossos dias considerariam essa atitude radical demais? Neemias deixa claro que esses que toleravam a mistura, esses que recusavam separar-se do mundo, não poderiam ter comunhão com o povo santo! Teríamos coragem de tomar atitudes assim em nossos dias? Ou será que a Igreja do Deus vivo tem feito opção por ser politicamente correta aos olhos dos humanistas e profundamente manchada aos olhos do Pai? Infelizmente, a moderna Igreja ensina que, se um santo se une a um mundano e ambos caminham de mãos dadas na congregação, a santidade do santo irá contagiar a imundícia do mundano. Esta tem sido a tônica do ensino da Igreja moderna, mas desejo esclarecer que a Palavra de Deus não ensina isso, antes, pelo contrário, nos ensina que a Santidade depende do Espírito Santo agindo em nós e que isso só acontece quando somos fiéis aos ensinos das escrituras, não importando o quanto isso pareça louco para o mundo, nós temos que viver pela fé e não por aquilo que achamos ser
politicamente correto. Não importa a opinião dos crentes carnais que não querem rejeitar o mundo, nossa posição é que: Santidade é separação e ponto final.

Aqueles que o Espírito Santo acresce à Igreja deverão estar sujeitos ao Espírito da Palavra, não temos que mudar as ordenanças de nosso Deus para que fiquem agradáveis aos novos crentes, não, não devemos fazer isso, porque o Espírito Santo convence do pecado, o Espírito Santo acrescenta os que vão se convertendo, a nossa função é ser fiel e pregar o Evangelho da Verdade sem acréscimos ou decréscimos, sem ajustes nem técnicas humanas para adocicar o sal das vidas santas, e como bem disse nosso Senhor Jesus:

E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um só cabelo da vossa cabeça.
Na vossa paciência possuí as vossas almas” (Lucas21:17a19).

Amém, que assim seja!!

2 comentários:

Gabriel pires disse...

amem gostei muito do estudo

Janderson Oliveira disse...

gostei das imagens